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Após foto em rede social, vereador suspeita de colegas e pede fim da CPI do Táxi

Siqueira e Longo rebatem: 'ele quer vitrine'; ofício foi protocolado na Comissão de Ética

11 JUL 2017
Diana Christie e Rodson Willyams
12h55min
Foto: André de Abreu

A foto dos vereadores Vinícius Siqueira (DEM) e Junior Longo (PSDB) em uma festa promovida pela Uber pode ser o xeque-mate na CPI do Táxi, realizada pela Câmara Municipal. É o que sugere o colega de parlamento, Wellington Oliveira (PSDB), que protocolou ofício na Comissão de Ética para finalizar a investigação.

Wellington informou, na manhã desta terça-feira (11), que pediu o encerramento da CPI do Táxi, após solicitação do sindicato da categoria, representado por Bernardo Barros. Ele destaca que a investigação precisa ser transparente e a participação de dois membros da CPI em uma festa da concorrência pode ferir os princípios da isonomia, igualdade e razoabilidade.

Ainda de acordo com o vereador, a Câmara Municipal pode sugerir, como proposta alternativa, a substituição de todos os membros da CPI. “No meu entendimento, a publicação de que o Siqueira estava em uma festa da Uber pode pender para um lado e pode comprometer a investigação”, enfatiza.

Foto que causou a discórdia entre parlamentares - Foto: Reprodução/Facebook

Polêmica

A polêmica começou após o pivô da CPI do Táxi, o empresário Elton Matos acusar os vereadores de “proibir alguém de tentar prosperar” na cidade. Lendo a legenda da foto, publicada por Siqueira no Facebook, ele sugeriu que a investigação foi proposta para inserir “algo obscuro aonde não tem”.

O empresário pediu que a mesa registrasse em ata a declaração publicada por Vinícius Siqueira, que afirmou ter ‘lutado’ para o serviço oferecido pela Uber funcionar em Campo Grande. “Acho no mínimo parcial”, pontuou, levantando a possibilidade de suspeição dos parlamentares.

Vinícius se pronunciou e disse que, em momento algum, lutou em prol da Uber. “Lutei pelo livre comércio, pela livre concorrência e preço baixos, para que tivesse concorrência, para que pudessem ligar o ar e o carro não cheirar a cigarro”. Ao final, ainda alfinetou: “a permissão não é de vossa família”.

Longo também comentou. Ele alega que esteve no evento da Uber como presidente da Comissão Parlamentar de Transporte da Casa de Leis, ou seja, exercendo o seu papel de vereador. “Recebi taxistas, auxiliares, sindicatos dos taxistas, dos auxiliares, mototaxistas. Exerço o meu papel para legislar, não tenho nada a esconder”, frisou.

Outro lado

Em relação ao pedido do vereador Wellington, Siqueira afirmou que não se tratava de uma festa propriamente dita, com distribuição de bebidas e música, mas sim um evento fechado da Uber em homenagem aos motoristas que se destacaram no serviço, os melhores avaliados pelos usuários na Capital.

O vereador do DEM ainda garantiu que consultou informalmente a Procuradoria da Câmara Municipal para ver se tinha algum impedimento para participar da solenidade, mas foi liberado pelo setor jurídico. Também afirmou que estava preparado para os ataques durante a investigação e esperava até mais reclamações.

Já Longo destacou que Wellington está exercendo seu direito como parlamentar, mas que não acredita que o ofício vá prosperar na Comissão de Ética da Câmara Municipal. Ainda pontuou que a CPI discute matéria de natureza diferente, que é a concentração de alvarás nas mãos de algumas famílias.

Na avaliação de Junior Longo, as acusações tentam tirar o foco da investigação, já que tenta relacionar com a Uber, sendo que o assunto já foi discutido e solucionado ainda no começo do ano, quando a empresa foi liberada para atuar em Campo Grande. “Ele quer vitrine”, alfinetou em referência ao colega do próprio partido. 

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