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Rombo da previdência na Capital pode chegar a R$ 28 milhões por mês, estima secretário

Déficit mensal hoje é de R$ 8 milhões mensais que são repostos com dinheiro do tesouro

12 JAN 2017
Thiago de Souza
09h24min
Pedrossian Neto (dir) estima déficit de R$ 28 mi em 2027 Foto: PMCG

Antes superavitário, o IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) acumula déficit e pode chegar a um rombo de até R$ 28 milhões ao mês, segundo o secretário municipal de Planejamento, Controle e Finanças, Pedro Pedrossian Neto. 

A informação foi dada na tarde desta quarta-feira (11), durante entrevista coletiva onde o prefeito Marquinhos Trad (PSD) apresentou cronograma de pagamentos dos servidores públicos. 

Pedrossian Neto afirma que o déficit mensal é de R$ 8 milhões/mês. As finanças do instituto, segundo ele, eram positivas, porém a partir de quatro anos atrás o IMPCG foi entrando no vermelho aos poucos.

''O que abastece o IMPCG é a contribuição dos inativos e dos ativos, porém nos últimos quatro anos houve um aumento significativo no número de aposentados e os ativos não estão conseguindo sustentar quem se aposentou'', justificou o secretário. 

Atualmente em R$ 8 milhões, o déficit mensal do IMPCG pode chegar a R$ 10 milhões em 2017, o que segundo Pedrossian Neto é um desafio a ser vencido, mas que não é só da Prefeitura de Campo Grande e sim do país todo, que é a questão da previdência.

Questionado se aumentar o número de ativos com novas contratações resolveria o problema, o secretário diz que não há possibilidade de contratar agora, pois a prefeitura está no limite prudencial de gastos com a folha, imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. ''A solução vai depender do que vai acontecer com a reforma da previdência que irá nos afetar'', finalizou Pedrossian. 

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