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Bernal afirma que só paga Cultura se Câmara devolver duodécimo antes do fim do ano

Prefeitura diz que não possui recurso em caixa para quitar a dívida com a categoria

25 NOV 2016
Airton Raes e Rodson Willyans
19h00min
Foto: André de Abreu

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), afirmou que só vai pagar os R$ 4 milhões para o setor cultural se a Câmara de Campo Grande devolver o os recursos não gastos em relação ao duodécimo do legislativo. O setor cultural espera o repasse dos recursos para 70 projetos aos editais Fmic e Fomteatro 2016. Em 2014, a cultura levou calote de R$ 4 milhões.

Bernal explicou que deve sobrar cerca de 40% do duodécimo repassado para a Câmara, que representa aproximadamente R$ 10 milhões e assim que a Câmara devolver o dinheiro, a prefeitura fará o pagamento dos artistas. “Assim que a Câmara fizer o deposito, automaticamente será debitado aos artistas para garantir o pagamento desses contratos”, disse o prefeito.

Em 16 de novembro, o Fórum de Cultura realizou protesto em frente a prefeitura devido o atraso no repasse dos recursos do Fmic e Fomteatro. Após a manifestação, Alcides Bernal empenhou os recursos  referente aos 70 projetos contemplados após processos licitatório. “Como o contrato já está empenhado serve de garantia para que os artistas possam receber esses recursos”, disse Bernal. O repasse dos recursos para a cultura irá gerar cerca de 3 mil empregos.

A classe cultural não recebeu o repasse que deveria ter sido feito no ano de 2015, referente ao ano de 2014 e destaca que a falta de depósito aconteceu por questões políticas entre Bernal e o ex-prefeito Gilmar Olarte. O valor deveria, segundo o membro do Fórum de Cultura, Marcos Matos, ter sido feito no mês de agosto, mas o prefeito havia pedido extensão do prazo até o dia 1º de novembro, que não foi cumprido.

O grupo chegou a participar de uma reunião com o secretário Municipal de Planejamento, Finanças e Controle, Disney Fernandes, que havia dito que o Executivo Municipal não tinha o compromisso de pagar os R$ 4 milhões previstos no orçamento, por não considerar a situação como prioridade, alegando que a intenção do prefeito era pagar os aposentados e não o setor da cultura.

Com a resposta do secretário, os artistas e apoiadores da cultura deram início ao protesto e conseguiram diálogo com Bernal.  

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