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Coffee Break: Multa de R$ 25 milhões não cobre dano causado à prefeitura, diz Bernal

Apesar da insatisfação, ele garante que confia na Justiça e na condenação do que ele chama de 'quadrilha'

10 JUN 2017
Rodson Willyams
18h10min
Foto: Arquivo TopMídiaNews

O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, do PP, afirma que a multa estipulada pela Justiça, de R$ 25 milhões, para os suspeitos montar esquema para tirá-lo do poder não chega perto do dano causado à administração municipal. "Pelo rombo causado pela quadrilha da Coffee Break  ao erário público e prejuízos causados à população, acho que é pouco, mas acredito que a Justiça haverá de ser feita".

Ele comentou a decisão do juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, em que acatou denúncia do Ministério Público por suposto esquema referente a sua cassação em 2014, pela Câmara Municipal.

Ao TopMídiaNews, Bernal afirmou que sempre confiou na Justiça, apesar do fato ter sido de 'conhecimento público e notório' na Capital. "Temos que confiar nas  instituições e poderes republicanos. Acreditar no judiciário brasileiro. Eu confio e acredito na Justiça".

O caso                                

O juiz David de Oliveira Gomes Filho aceitou denúncia e tornou réus 24 políticos e  empresários. Entre eles Nelson Trad Filho (PTB) e André Puccinelli (PMDB), por suposto esquema para cassação do então prefeito Alcides Bernal.

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual, cada envolvido tinha atuação específica na trama e uns foram corrompidos pelo recebimento de dinheiro, outros pela possibilidade de acesso ao poder, por meio de cargos na futura administração de Gilmar Olarte.

Ainda conforme o MPE, empresas que dominavam a cena na administração anterior e financiavam campanhas políticas para determinado grupo na gestão de Nelson Trad Filho e André Puccinelli perderam a hegemonia e, por isso, políticos e empresários se uniram para que o então vice-prefeito Gilmar Olarte ocupasse o lugar de prefeito e retomasse os contratos e os interesses de empresas, entre elas o Consórcio CG Solurb.

Narra o promotor que: ''o acesso ao comando da Prefeitura Municipal era necessário, na versão constante da inicial, para manter-se o sustento das respectivas campanhas eleitorais e os lucros das empresas e dos empresários que estão no polo passivo da ação. Em relação a eslucros, os promotores de justiça enumeram todos os aditivos contratuais feitos com as empresas requeridas, resultando no encarecimento do serviço contratado em alguns milhões de reais durante a gestão de Gilmar Olarte...''. 

Confira a lista de réus no processo da Coffee Break por improbidade administrativa:

Empresários

João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da Proteco; 2 – João Roberto Baird, empresas de informática; Fábio Portela Machinsky;  – Luiz Pedro Guimarães; Raimundo Nonato de Carvalho e  Calos Naegele, dono do Midiamax.

Ex-prefeitos

Gilmar Antunes Olarte; André Puccinelli (PMDB), ex-governador; Nelsinho Trad (PTB)

Ex-vereadores

Mario César Oliveira da Fonseca (PMDB); Flávio César Mendes de Oliveira (PTdoB); Airton Saraiva (DEM); Edil Albuquerque (PTB); Edson Shimabukuro (PTB); Jamal Salem (PR); Alceu Bueno (morto); Paulo Siufi (PMDB), deputado estadual; e Waldecy Batista Nunes, o Chocolate (PP)

Funcionário público

André Luiz Scaff – procurador da Câmara Municipal

Vereadores

Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB);  Eduardo Romero (REDE); Gilmar Cruz (PRB); João Rocha (PSDB), presidente da Câmara; Otávio Trad (PTB)

Empresas

Itel Informática Ltda; Proteco Construções Ltda;  LD Construções Ltda;  Solurb Soluções Ambientais

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