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Bernal é alvo de ação que cobra R$9,7 milhões por demitir servidores do Gisa

Ação tramita na Justiça estadual e pode condenar o prefeito

23 NOV 2016
Kerolyn Araújo
16h19min
Foto: TopMídiaNews

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), e o Secretário Municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, poderão ter que ressarcir o município em R$ 9,7 milhões pela exoneração de servidores integrantes do projeto Gisa (Gerenciamento de Informações em Saúde), que fazia parte da gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB), mas que não chegou a entrar em funcionamento.

Conforme ação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), Bernal e Ivandro são acusados de exonerarem 45 funcionários que estavam em fase de treinamento para colocar em prática os serviços do Gisa. 

A ação popular, movida por Enio Benedito Ferreira Barbosa, pede que prefeito e o secretário indenizem o patrimônio municipal em R$ 9.798.636,40, além do “total da remuneração dos servidores exonerados e dos prejuízos causados à coletividade para a instalação dos serviços que estavam sendo executados’’.

Gisa

Em julho do ano passado, o MPF determinou que a Prefeitura de Campo Grande 'punisse' os responsáveis pela do implantação do Gisa, que causou rombo de quase R$ 10 milhões aos cofres do Executivo municipal. O programa foi contratado por Nelsinho durante a sua administração e pelo seu primo, deputado federal, Luiz Henrique Mandetta (DEM), na secretário de Saúde da Capital.

O programa tinha o objetivo de facilitar o processo de agendamento de consultas, mas jamais chegou a funcionar na rede municipal de saúde. Em 2014, o programa foi alvo de denúncias na Controladoria-Geral da União, que recomendou que a prefeitura devolvesse R$ 8,2 milhões de recursos federais que foram aplicados na criação do programa.

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