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Bernal será investigado por nepotismo e contratação de servidores ‘fantasmas’ na Funesp

Também serão apuradas denúncias de uso de veículo oficial para fins particulares e pagamento indevido a inscrito no Proinc

13 JUN 2017
Diana Christie
18h10min
Foto: André de Abreu

O ex-prefeito Alcides Bernal (PP) vai ser investigado por empregar servidores ‘fantasmas’ na Funesp (Fundação Municipal de Esporte) e por eventual responsabilidade sobre denúncias de nepotismo, uso de veículo oficial para fins particulares e pagamento indevido a inscrito no Proinc (Programa de Inclusão Social).

A investigação será conduzida pelo promotor Humberto Lapa Ferri, titular da 31ª Promotoria de Justiça, que requisitou à Funesp cópia de fichas funcionais e folhas de frequência, do último semestre, dos servidores apontados na denúncia, cadastro e documentos apresentados pela pessoa inscrita no Proinc e informações sobre o veículo oficial. 

De acordo com a assessoria do MPE, a denúncia anônima relata que uma ocupante de cargo comissionado ficou três meses sem trabalhar e sem nenhum chefe da Funesp assinar sua folha de frequência. Ela recebeu os três meses normalmente e ainda pediu exoneração através de carta, que protocolou na Fundação em abril de 2016. Além disso, no dia 15 de julho, foi nomeada no gabinete do prefeito à época.

Ainda conforme a denúncia, também no dia 15 de julho, parentes da esposa do prefeito foram nomeados na Funesp, todas com cargos de chefias, mas eles nunca apareceram para trabalhar. As outras denúncias apontam o uso de um veículo oficial do Conselho Nacional Antidrogas fora do expediente de trabalho e a inscrição de uma pessoa no Proinc, que recebia o valor de R$ 880, dois passes de ônibus e um sacolão, porém nunca foi trabalhar.

Apesar de Bernal não estar mais no poder, a Funesp tem prazo de 15 dias úteis para se manifestar, entregando todos os documentos solicitados e especificar quais pessoas estavam autorizadas a utilizar o veículo do Conselho Nacional Antidrogas, que foi flagrado na rua fora do horário de expediente da prefeitura.

O inquérito civil foi publicado na última terça-feira (6), no diário oficial do Ministério Público Estadual. 

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