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Com apoio público de Alckmin, Temer dispensou apelo privado sobre PSDB

3 DEZ 2017
Globo
13h16min
Foto: Reprodução

Geraldo Alckmin e Michel Temer queimaram a largada neste sábado. Durante a semana, assessores do presidente alardeavam que o presidente iria aproveitar uma viagem a São Paulo no final de semana para conversar a sós com o governador de São Paulo. A pauta: apelar ao novo comandante do PSDB por uma saída "harmoniosa" do partido do governo.

Mas o tête-à-tête sobre a crônica do desembarque anunciado nem precisou ser colocado em prática.

Alckmin, antes de ficar a sós com o presidente, falou o que Temer queria ouvir- e com plateia: "presidente, conte conosco: a boa política é buscar o entendimento para o que é bom para o Brasil".

O presidente, então, dispensou o apelo privado ao governador.

Um aliado do presidente, ao analisar a declaração neste sábado, disse ao blog: "com esta fala de Alckmin, Temer não precisava fazer mais nada. Foi até Limeira para fazer a foto. E deixar a última palavra com Alckmin".

Na avaliação de governistas, o tucano terá de se equilibrar agora entre dois personagens: o de governador, que precisa de recursos federais para atender a interesses do Estado, e o de candidato, que se prepara para fazer alianças de olho em uma campanha presidencial.

Diz um ministro de Temer: "Ele pode até querer romper para descolar a imagem do PSDB do governo, mas como faz para abrir mão dos recursos para o Estado? É um dilema".

Temer vai aproveitar a fala de Alckmin para reforçar seu argumento de que precisa dos tucanos para aprovar a previdência. Por isso, diz ele ao PMDB, quer segurar um pouco mais o ministro Imbassahy na articulação política.

Ou seja, por ora, a relação deles fica como estava: o PSDB diz que sai, Temer diz que o partido vai sair, e os ministros tucanos ficam no “calma, estamos indo”.

 

 

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