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Com promessa de defesa do Congresso, candidato à presidência da Câmara pede apoio a Marquinhos Trad

Parlamentar criticou interferências do Judiciário no parlamento brasileiro

11 JAN 2017
Thiago de Souza
20h00min
Jovair (esq) pede apoio para presidência da Câmara Foto: PMCG

O deputado federal Jovair Arantes (PTB/GO) e candidato à presidência da Câmara dos Deputados esteve em Campo Grande, na tarde desta quarta-feira (11), para buscar o apoio do prefeito Marquinhos Trad (PSD) e da governadora em exercício, Rose Modesto (PSDB). O parlamentar disse que, se eleito, vai defender o legislativo da interferência de outros poderes. 

''É o pior momento que a Câmara vive desde a redemocratização do País. A Câmara está no canto do ringue sempre apanhando, com a popularidade muito em baixa'', lamentou o candidato se referindo às interferências que sofre, segundo ele na maior parte do Poder Judiciário. ''Não podemos ser 'puxadinho' de ninguém, nem do Judiciário nem do executivo e sim parceiros nas soluções dos problemas do Brasil'', declarou. 

Entre as propostas de Jovair está a mudança imediata no regimento interno, ''que está velho''. Jovair diz que as normas da Câmara foram criadas há muito tempo para suportar a atuação de até cinco partidos políticos, mas que hoje atua com 28 siglas, o que prejudica a atuação de muitos parlamentares. A mudança no regimento  viria a dar visibilidade e poder de atuação aos deputados do chamados 'baixo clero e da periferia do Brasil'. 

Outra reclamação de Jovair Arantes é quanto a fidelidade partidária, que segundo a regra atual é uma imposição do STF (Supremo Tribunal Federal) e dá aos prefeitos, senadores, governadores e presidentes o poder de mudar de partido a qualquer momento, mas para os deputados não. ''Deputado não, para sair só na janela. Deputado federal e deputado estadual têm uma regra e os outros não têm'', criticou. 

O parlamentar goiano disse que a reforma da previdência está na pauta e vai ser analisado com calma, sem pressões externas. Disse também não precisar do apoio do governo para sua eleição, mas sim um comportamento de proximidade, de parceria, mas uma posição de independência'', explicou. Jovair finalizou dizendo ser radicalmente contra o fim do foro privilegiado, nem mesmo a transferência de foro para o STJ (Superior Tribunal de Justiça). 

 

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