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Com promessa de eleição apertada, traições ditam ritmo das campanhas para deputado

Nesta campanha, parece que ninguém está muito preocupado com partido ou amizade

15 SET 2018
Vinícius Squinelo
15h15min
Foto: Wesley Ortiz

Tudo junto e misturado. É esse o cenário que se vê com poucos dias da liberação das campanhas eleitorais.  A fidelidade tem passado longe das campanhas e tudo indica que o financiamento das campanhas está falando muito mais alto do que as questões partidárias, no famoso pagou levou.

As traições não são raras no meio político e muitas vezes ficam camufladas nos bastidores. Porém, nesta campanha, parece que ninguém está muito preocupado com partido ou amizade. O que interessa mesmo é o dinheiro para financiar campanhas.

Quem observa atentamente os adesivos de campanha em automóveis pode contemplar esta realidade. Adesivo do presidente do PSDB, candidato a deputado federal, com ex-secretário, candidato a deputado estadual. Tudo estaria normal, não fosse o fato do presidente do partido dele, ex-prefeito de Campo Grande, também disputar o cargo de deputado federal. 

Infidelidade partidária? Com a palavra os envolvidos. Porém, este não é um caso isolado. No DEM, que só tem uma candidata a deputada federal, parece que não há compromisso partidário. Representantes do DEM na Assembleia Legislativa estampam o presidente do PSDB em diversos adesivos e chegam a postar fotos com botons dele na rede social, sem o menor constrangimento. Lá pelas bandas do Democratas, fidelidade partidária também tem passado longe.

Certo ou errado, as traições mostram que os candidatos podem estar sofrendo do mal que eles mesmos plantam, ao aceitar chapas que podem lhe garantir mais vantagem no quociente partidário.

Os dois candidatos a deputado federal envolvidos nestes casos de pouca fidelidade escolheram o chapão liderado pelo PSDB, onde precisarão de muitos votos para ficar com uma das vagas. Como candidatos principais de suas siglas, eles esperavam contar pelo menos com os colegas de partido, o que parece estar fugindo do controle.

Com a presidência do PSDB na mão, e concorrendo com apoio do tesoureiro da sigla, ex-prefeito de Terenos tem abocanhado a maioria dos apoios dos deputados estaduais ou de gente que já foi beneficiado pelos tucanos, seja com uma suplência que se tornou efetiva ou com um cargo no Governo do Estado.

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