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Debate de candidatos sobre a cultura é marcado por protestos mas também por bom humor

Ativistas culturais e artistas questionaram os concorrentes à prefeitura sobre investimentos no setor

21 SET 2016
Thiago de Souza e Amanda Amaral
21h49min
Ativista cultural se exaltou e teve de ser retirado do debate Foto: Andre de Abreu

11 Candidatos a prefeito de Campo Grande se encontraram, na sede do Grupo Teatro de Risco, no Jardim dos Estados, para um debate cujo tema é a cultura da Capital. Cada um deles respondeu cinco perguntas, mas diante de um auditório lotado, tiveram de enfrentar protestos por parte da plateia. Em meio a apresentação de propostas, os ânimos se esquentaram e teve até "troca de elogios". As perguntas eram todas feitas por artistas e ativistas da cultura em Campo Grande. 

Os temas foram o investimento mínimo de 1% na área, ocupação de espaços públicos para atividades culturais, critérios de escolha do presidente da Fundação Municipal de Cultura, o pioneirismo de Campo Grande em criar o Plano Municipal de Cultura e a relação entre cultura e estado laico.

O primeiro a enfrentar os protestos foi o pepista Alcides Bernal. Logo após sua fala, um grupo começou a gritar que ele era mentiroso e teve de ser retirado do local para o andamento das falas. Nesse momentos sobraram palavras de protesto. 

Instates depois, no momento da fala do candidato Athayde Neri, do PPS, uma das convidadas, ex-cordenadora de Políticas Públicas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) da Capital, na gestão Bernal, Cris Stefanny, criticou severamente o postulante ao cargo máximo da cidade, o chamando de mentiroso. Em sua réplica o candidato disparou de volta, afirmando que ela seria mau carater e mentirosa. 

Um dos ativistas culturais, conhecido como Dudu se exaltou e teve de ser retirado novamente para o ''andamento dos trabalhos''.   

Os candidatos tinham três minutos para discorrer sobre suas propostas para a cultura. Entre elas a ocupação de espaços públicos para atividades culturais. Porém, pela questão da hora, o tempo foi reduzido para um minuto e meio para cada um. O candidato Adalton Garcia aproveito para fazer uma brincadeira. "Já não basta tirar meu tempo na TV, mais isso agora", brincou. 

O candidato Marquinhos Trad respondeu apenas duas perguntas e teve de se retirar, alegando outros compromissos de campanha. A saída dele virou motivo de piada para o concorrente Suel Ferranti, do PSTU. 

Aroldo Figueiró se sentiu a vontade no meio dos artistas e arriscou algumas rimas. "9+9=19", e arrancou gargalhadas da plateia. 

Alex do PT também brincou dizendo que era para inverter a ordem de resposta dos candidatos, já que Marquinhos Trad era sempre o último a responder e falava as mesmas coisas que os anteriores. 

No final os candidatos pediram votos aos eleitores indecisos e ressaltaram os principais pontos da sua campanha. O presidente do Fórum de Cultura de Campo Grande, o jornalista Airton Raes, leu no final do debate, uma carta de compromissos, com os tópicos mais urgentes do setor, a ser assinada pelos postulantes ao cargo de prefeito na Capital. O presidente do Fórum, Airton Raes, falou sobre a atuação dos candidatos no evento. "Esse é um momento histórico e democrático para Campo Grande, os onze candidatos mostraram que se importam em colocar a cultura entre as principais pautas",  destacou Raes. 

 

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