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Réus da Coffee Break se dizem com consciência tranquila e vão recorrer na Justiça

Ao todo 24 pessoas entre políticos e empresários foram denunciados

16 JUN 2017
Rodson Willyams
17h00min
Foto: Arquivo TopMídiaNews

Após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, por meio da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, ter aceitado denúncia do Ministério Público Estadual e tornado 24 políticos e empresários em réus, os envolvidos afirmam que deverão recorrer da decisão do juiz David de Oliveira Gomes Filho.

Em nota, o vereador Eduardo Romero, da Rede, que figura na lista dos réus, nega que tenha havido articulação de políticos e empresários para cassação do prefeito Alcides Bernal. E fala sobre o motivo que levou a votar na época pela cassação de Bernal.

"A decisão do meu voto está baseada em relatórios técnicos e de modo algum foi por favorecimento. Quando votei pela cassação do prefeito Alcides Bernal, o que tive foi a minha consciência sobre os fatos: 1) havia e há denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Bernal por fraudes na merenda escolar; 2) havia e há denúncias do Ministério Público Estadual (MPE) contra Bernal por contratos emergenciais forjados em diversas áreas; 3) havia e há relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) rejeitando prestações de contas e recomendando afastamento do então prefeito; 4) há o relatório da CPI da Inadimplência e de uma Comissão Processante apontando e confirmando nove crimes político-administrativos. E todos esses documentos são públicos e estão à disposição da sociedade".

Diante disto, o parlamentar afirma que agiu dentro da lei e da responsabilidade legislativa. "Tenho minha consciência tranquila, me guio pela transparência e sou comprometido com minha cidade. Fui eleito para trabalhar e é isso que fiz em meu primeiro mandato e continuarei fazendo neste segundo. Acredito na isenção e competência do poder judiciário e que todos os fatos serão julgados e no final as acusações se mostrarão infundadas".

O vereador Otávio Trad, do PTB, também se manifestou por meio de seu advogado, Fábio Trad. "Assim que for publicada a decisão, analisarei o conteúdo pra avaliar se recorreremos ou não, uma vez que ainda se trata de uma decisão preliminar que apenas autoriza a abertura do processo, nada tendo a ver com o mérito da questão".

Outro a comentar é o advogado Leonardo Avelino, que defende o deputado Paulo Siufi, o ex-vereador Edil Albuquerque e o ex-presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar, todos do PMDB. Ele afirma que vai recorrer da decisão. "Encaramos com tranquilidade. Devemos nos focar em um ponto específico". O advogado deve alegar que o caso foi de cunho político e não administrativo. "Trata-se de uma técnica processual".

Paulo Siufi ainda disse que está tranquilo sobre esse caso. "Tem que abrir e esclarecer tudo. A gente quer que seja esclarecido fato por fato. Não tenho nenhum problema em relação a isso e estou muito tranquilo", comentou.

O ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, do PTB, comentou que, durante a investigação, foi o único a não ser ouvido. "Não tenho nem tive oportunidade de conhecer essa ação. Fui o único que sequer tive a chance de ser ouvido durante a investigação do MP mesmo tendo protocolado um pedido para ser interrogado. Assim que tiver conhecimento do objeto da ação, na parte que me toca, provarei que ela é improcedente".

Outro a comentar foi o ex-vereador Waldecy Batista, o Chocolate. "Estou tomando conhecimento agora. Estava cuidando da vida. Vou tomar conhecimento e com certeza, devo recorrer desta decisão".

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