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Deputados denunciam suposto incentivo à pedofilia e querem censurar exposição em MS

Quadros estão expostos no Marco, no Parque dos Poderes; caso se assemelha à exposição do Santander Cultural

14 SET 2017
Airton Raes
11h17min
Foto: Victor Chileno

Os deputados estaduais querem a retirada de quadros expostos no Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (Marco/MS) por conter supostas imagens pornográficas e de estimulo a pedofilia. Também querem que a artista autora dos quadros seja incluída no “Cadastro Estadual de Pedófilos”.  

O deputado Lídio Lopes (PEN) fez a denúncia de que, no Marco, estavam sendo expostas pornografias e que escolas estavam sendo levadas para assistir a exposição. “É espantoso uma exposição no Marco, no Parque dos Poderes, exatamente com as imagens obscenas, igual ao do Santander Cultural, e levando crianças para visitar o Marco. Isso, para nós, é de tal indignação, não podemos admitir que nossas crianças sejam estimuladas a isso”, pontou.

O deputado Paulo Siufi (PMDB) defendeu que os quadros sejam “arrancados” de forma imediata do Museu. “Fico com muita tristeza verificando as imagens. Essa casa não pode simplesmente fazer uma moção de repúdio. Precisa agir de forma séria. É museu aberto com dinheiro público, não pode colocar imagens obscenas e pornográficas. Isso não é arte. Não quero mais saber. Atitude energética e imediata. Vamos arrancar esses quadros”, disse.

O deputado Maurício Picarelli (PSDB) também se colocou contrário a exposição. “Fiquei imaginando. É normal nessas mentes pornográficas e pessoas que se dizem artistas plásticos que parece que têm pênis na cabeça. É algo que surpreende como uma secretaria de governo autoriza uma exposição. Alguém viu e quem viu gostou. E passou despercebido pelo secretário. Essa Casa tem que tomar providências”, disse.

O deputado estadual Coronel David (PSC) orientou que a artista plástica autora dos quadros, residente em Minas Gerais, seja incluída no cadastro estadual de pedofilia, por seus quadros terem imagens que estimulam a pedofilia. “Sugiro que a artista seja a primeira a ser incluída no Cadastro Estadual de Pedófilos. Também devemos ir na Delegacia de Proteção de Criança e Adolescente e fazer uma denúncia”, disse. 
 

O conjunto de pinturas chamado “Cadafalso” é de autoria da artista plástica Alessandra Cunha, de Uberlândia (MG), é uma das quatro aristas que fazem parte da Segunda Temporada de Exposições 2017 que se iniciou em julho e será exposta até dia 17 de setembro.

"Cadafalso" é um conjunto de pinturas de Alessandra Cunha criadas para tratar de um assunto sempre presente na sociedade: o machismo. Em um momento em que o feminismo se ergue forte nas manifestações de desejo de igualdade, homens e mulheres começam a perceber e lutar para dar um basta nas violências.

 

Veja abaixo as imagens que causaram polêmica:

 


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