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Dos 4 presos por fraudes em licitação em Dourados só 1 pediu para sair da prisão

Ex-secretário de Fazenda diz ser inocente e divulgou suas três últimas declarações de renda

8 NOV 2018
Celso Bejarano
16h39min
Investigadores do caso apreenderam documentos na secretaria de Fazenda de Dourados Foto: Divulgação MPE-MS

Das quatro pessoas presas na operação Pregão, deflagrada em 31 de outubro, oito dias atrás, pelo MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), por fraudes em licitações promovidas pela prefeitura da cidade, entre as quais uma vereadora, apenas o ex-secretário de Fazenda do município, João Fava Neto, apelou à Justiça por liberdade. 

Contra o quarteto a Justiça decretou prisão preventiva, cujo prazo de legitimidade não tem data definida.
O MP-MS mantém a investigação em sigilo e pouco divulgou sobre o caso.

Foram detidos além de João Fava, a vereadora Denize Portolann de Moura Martins (PR), o diretor do Departamento de Licitação da prefeitura de Dourados Anilton Garcia de Souza e o dono da Douraser Prestadora de Serviço de Limpeza e Conservação, Messias José da Silva.

Fava é sogro de Neno Razuk, deputado estadual eleito pelo PTB, que é filho da prefeita da cidade, Délia Razuk, do PR.

Logo depois de encarcerada, a vereadora Denize, que é diretora de escola e já ocupou a chefia da secretaria municipal de Educação, pediu afastamento por 120 dias e fora substituída pela jornalista Lia Nogueira, que era a segunda suplente.

Denize havia assumido o mandato em setembro passado por ser a primeira suplente. Ela entrou no lugar de Braz Melo (PSC), que fora condenado por improbidade administrativa e perdera os direitos políticos.

DEFESA DE FAVA

Na apelação de Fava Neto, que pediu exoneração do cargo logo depois de detido, é dito que ele está encarcerado na cela 89 do Raio 01 da Penitenciária de Dourados e que o “referido local é de convívio de vários presos de todos os tipos”.

Ainda no recurso, é possível notar que o ex-secretário da Fazenda exibe as três últimas declarações de renda.

“Não há no decreto [da prisão], nenhuma passagem ou apontamento do vínculo do paciente com as empresas prestadoras de serviços à municipalidade, MS SLOTS Consultoria Tecnica Ltda, Douraser Prestadoras de Serviço de Limpeza e Conservação, GTX Serviços de Engenharia e Energia Serviços e Manutenções Ltda e nenhum depósito ou notícia de pagamento dessas empresas para qualquer pessoa próxima ao Sr. João Fava para justificar que ele teria praticado os delitos apontados na investigação”, diz trecho da defesa do ex-secretário, produzida pelos advogados Maurício Rasslan, Bárbara Rasslan e Fellipe Penco Faria.

Até o fim da tarde desta quinta-feira (8) a justiça não tinha se manifestado quanto ao recurso de João Fava.

 

 

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