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Em Brasília, prefeito solicita construção de 2,5 mil casas e recursos para obras

Dinheiro, se liberado, será usado para término de duas obras e começo de novo projeto em Campo Grande

13 JUN 2017
PMCG
11h28min
Foto: PMCG

O prefeito Marquinhos Trad se reuniu em Brasília, nesta segunda-feira (12), com o ministro das Cidades, Bruno Araújo. Acompanhado dos secretários Eneas Carvalho e Rudi Fiorese, o prefeito solicitou investimento para construção de 2.504 casas populares e R$ 129,4 milhões em obras estruturantes para Campo Grande.

“São projetos de extrema importância para nossa cidade, que estavam parados há vários anos. Solicitamos conclusão das obras de pavimentação e controle de enchente do Bálsamo e Rio Anhandui e apresentamos projetos para construção de 2.504 casas populares e do corredor de ônibus da região Norte de Campo Grande. Apresentamos bons projetos e contamos com a colaboração do ministro, que foi bem receptivo ao nosso pleito”, declarou Marquinhos.

O prefeito e os secretários já apresentaram em Brasília o projeto para construção de 1.004 casas no Minha Casa Minha Vida Entidades. Agora, solicitaram a inclusão de novo projeto, para construção de 1.500 residências do Fundo de Arrendamento Residencial.

“O Governo Federal limitou os projetos devido a alguns problemas em contratações passadas, em projetos sem os equipamentos comunitários necessários nas proximidades, como educação, saúde e segurança. Agora o governo pede bons projetos e recebeu de bom grado os nossos, que têm toda a infraestrutura solicitada. Isso é uma condicionante boa para que possa vir a ser aprovado”, explicou o secretário de Habitação, Eneas Carvalho.

O prefeito também pediu recurso para término de duas obras e começo de novo projeto em Campo Grande. O pacote inclui R$ 71,4 milhões para retomada das obras do Parque Linear Bálsamo (R$ 26,4 milhões), início da primeira etapa do projeto de drenagem e controle de enchentes do Rio Anhanduí (R$ 47 milhões), entre as ruas Santa Adélia e Aquário, em processo de licitação e R$ 58 milhões inicio das obras do corredor de ônibus da região Norte da Capital. O novo corredor possibilitará recapeamento da ruas Bahia, Cel. Antonino, Cônsul Assaf Trad, Alegrete e 25 de Dezembro.

“O ministro ficou de encaminhar nossos pleitos. As obras do Anhandui e Bálsamo estão mais fáceis porque temos que dar continuidade nos projetos. Mas ele também prometeu se empenhar para viabilizar o corredor”, contou o secretário Rudi Fiorese.

Projeto Bálsamo

A segunda etapa do Parque Linear do Bálsamo está 62% concluída. Ela compreende o prolongamento da Avenida Rita Vieira até a Avenida Guaicurus e da Rua Victor Meirelles, que se estende até a Avenida Gury Marques, e do acesso à estação rodoviária.

No trecho não concluído, a Águas Guariroba vai remanejar uma adutora.  Essa etapa foi orçada em R$ 6,3 milhões, já houve investimento de R$ 3,9 milhões e há um saldo de contrato de R$ 2,3 milhões.

A outra etapa do Bálsamo está orçada em R$ 39,8 milhões e já houve o desembolso de R$ 15,6 milhões.  Falta a liberação de R$ 24,1 milhões para terminar mais de 60% das obras. O trecho mais avançado é a abertura de uma via entre a Avenida Rita Vieira, passando pela Três Barras e chegando na altura do macroanel rodoviário.

A etapa ainda não licitada prevê a abertura de uma avenida (a partir da Gury Marques), no Jardim Monumento, com término na Avenida Guaicurus. Neste trajeto estão previstas 121 desapropriações.

O Projeto Bálsamo compreende 12,5 quilômetros de pavimentação; 11,7 de drenagem; 4,6 de ciclovia, além de um centro de triagem de recicláveis; quatro quadras poliesportivas; centro comunitário e dois pórticos de entrada. Quando tiver concluído, terá impacto no sistema viário, criando alternativas de tráfego para 500 ônibus de viagens, que não precisarão entrar no centro da cidade para chegar à estação rodoviária, porque abre vias de ligação com o macroanel.

Anhandui

O Ministério das Cidades chegou a anunciar que cancelaria o projeto, pendente desde 2012, mas o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, conseguiu manter o convênio, com compromisso de entregar novo projeto na Caixa Econômica Federal.

O trecho previsto, entre as ruas Santa Adélia e Aquário, se estende por 2,4 quilômetros, somando 4,8 quilômetros nas duas margens do rio, onde a erosão coloca em risco as pistas da Norte/Sul a Avenida Ernesto Geisel. Este novo orçamento, submetido à superintendência regional da Caixa Econômica, inclui obras de drenagem, recomposição dos taludes e sistema gabião de canalização, recapeamento da Avenida Ernesto Geisel, ciclovia e sinalização de trânsito.

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