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Em Campo Grande, relator do Código Florestal vê 'poderes em guerra' e nega corrida à presidência

Aldo Rebelo, citado em delações, criticou gravações contra Michel Temer

17 JUN 2017
Thiago de Souza
09h06min
Ao centro, Rebelo vê instituições em guerra no país Foto: Thiago de Souza

Em visita a Campo Grande para palestrar sobre o Código Florestal, o ex-deputado pelo PC do B e ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo, negou que esteja em direção ao PSB e que estaria compondo uma chapa para uma eventual eleição indireta, onde seria candidato a vice-presidente com Rodrigo Maia (DEM) para presidente. Ele também fez duras críticas ao atual cenário político brasileiro.

Para Rebelo, há uma crise política e as instituições estão em conflito. "Isso se viu no caso do afastamento da presidente Dilma. Agora nós temos o poder executivo brigando com o judiciário, com o Ministério Público, e o exemplo disso foi a autorização para que uma pessoa acusada de crimes [Joesley Batista] gravasse o  presidente da República, isso é muito sério.

Além disso, Rebelo, que já foi delatado pelo ex-deputado Pedro Correa como destinatário de propina em contratos do programa Minha Casa Minha Vida no governo Dilma Rousseff,  diz que há uma interferência nada sadia do Poder Judiciário no Poder Executivo, que neste caso foi o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral.

''É uma situação muito complicada para o Brasil, sair de uma crise econômica, com 14 milhões de desempregados, com queda do PIB e entrar no meio de uma crise política, judicial e com grandes implicações policiais".

Na visão dele, é preciso procurar uma saída que reduza o coeficiente de atrito entre as instituições e os próprios partidos e se encontre uma linha de coesão e unidade para defender o país.

Sobre rumores de sua saída em direção ao PSB, o comunista nega, e diz que tem proximidade e amizades dentro da sigla, mas não há pretensão de mudanças. ''Converso sempre com o PSB, mas não tem nada a ver'', esclareceu.  

O relator do Código Florestal Brasileiro, aprovado em 2011, disse que esse conversa pode ter surgido por conta da ocasião em que foi candidato à presidente da Câmara dos Deputados contra um deputado do PT,  e o Democratas, de Rodrigo Maia votou nele, em uma aliança do PC do B com o PSD e o DEM, contra uma chapa do PT com o PMDB e o PSDB, principalmente de São Paulo, e isso acabou gerou laços com o Democratas e o Rodrigo Maia.

MS

Na entrevista, Aldo Rebelo negou qualquer tratativa com lideranças do PC do B sobre eleições estaduais em 2018. Porém, ele foi abordado pelo membro da sigla no Estado, Mário Fonseca, para uma conversa após sua palestra. 

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