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Em clima ameno, candidatos ao governo falam de fronteira e valorização do policial em debate

Tema foi exclusivamente segurança pública e o evento ocorreu na sede do Sinpol-MS

19 SET 2018
Thiago de Souza
21h49min
Odilon e Mochi debatem segurança pública no Sinpol Foto: Reprodução Facebook Sinpol

O debate entre os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul, promovido pelo Sindicato dos Policiais Civis de MS, em Campo Grande, na noite desta quarta-feira (19), teve clima ameno entre os concorrentes. Fronteira e valorização do servidor da segurança foram os assuntos mais destacados no evento, cujo tema foi exclusivamente segurança pública.

Somente dois candidatos compareceram ao evento, que teve co-organização de entidades que representam servidores da segurança pública no estado. Júnior Mochi (MDB) e Odilon de Oliveira (PDT).  

No primeiro bloco, os candidatos tinham dois minutos para apresentar seu plano de governo voltado para a segurança pública.  Júnior Mochi, do MDB, destacou reposição do efetivo. Ele se comprometeu em repor, no mínimo, 30% dos servidores da segurança pública. O emedebista acrescentou que é preciso fazer concursos regionalizados para as forças de segurança.

Sobre reposição salarial, Mochi diz que é preciso observar a Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo então, necessário ajustar as contas e ver onde é possível cortar gastos para aplicar reajustes para os servidores da segurança.

Neste assunto, Odilon destacou que é possível reduzir cargos comissionados para arrumar receita. Ele citou funcionários comissionados que ganham 30 mil em detrimento do servidor concursado da segurança.

No segundo bloco, foram sorteadas perguntas enviadas pelas entidades de segurança pública no estado. A fronteira com Paraguai e Bolívia foi motivo de questionamento.

Mochi diz que o assunto é complexo e prega investimento em tecnologia, como satélite geoestacionário. Também, aumentar o efetivo e o principal, fazer acordos diplomáticos com os vizinhos para replicar as ações no Brasil no outro lado da fronteira.

''O sujeito comete um crime aqui [Brasil] e corre cem metros e já está do outro lado'', criticou Mochi.

Odilon destacou sua experiência como magistrado em diversas fronteiras no país. Ele criticou o fato do Departarmento de Operações de Fronteira ter um efetivo parecido de quando foi criado e como consequência, a atuação contra o crime fica prejudicada.

Destacou que atuou em serviços de inteligência com a Polícia Federal e que deste modo o combate à criminalidade é mas eficaz.

Júnior Mochi criticou a custódia de presos em delegacias por policiais civis. Ele citou um caso no interior do estado, onde havia 56 presos sob a custódia de apenas uma agente.

Estrutura

Odilon também pregou reforma das delegacias de polícia, que segundo ele, muitas estão interditadas pela polícia.

O candidato pelo MDB propõe criar fundos específicos para as forças de segurança, ao contrário do modelo atual cujos recursos vão para um fundo único, chamado Funresp. Com a proposta, Mochi acha que as forças terão maior autonomia administrativa para gerir os valores. Ainda sugeriu articular para que parte do valor das custas notariais vá para as forças de segurança.

Previdência

Outro assunto questionado pelas entidades foi a previdência dos servidores da segurança. Mochi propôs criar um conselho bipartítie, com membros do governo e integrantes indicados pelos servidores para fazer uma análise das contas. Neste caso, se houver condições, ele pretende fazer alterações no regime previdenciário desses servidores.

Odilon disse que é óbvio que deva existir regime especial de previdência para as forças de segurança. Ele criticou o fato de agentes inaptos para o serviço receberem aposentadoria proporcional e não integral.

O juiz aposentado também destacou que é preciso combater a violência com prevenção feita diretamente com as famílias.

No terceiro bloco os candidatos tiveram cinco minutos para fazer as considerações finais e falar dos compromissos de governo com a área da segurança.

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