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Empresário que denunciou suposta propina agora é investigado e tem R$ 12 mi bloqueados

Medida atinge ele, esposa e um contador pela acusação de sonegação fiscal

8 AGO 2017
Thiago de Souza
17h20min
Foto: Reprodução

O juiz Carlos Alberto Garcete de Oliveira, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, determinou o bloqueio de bens e quebra de sigilo fiscal do empresário dono da Braz Peli, José Alberto Miri Berger. Foi ele quem acusou o governo de Reinaldo Azambuja (PSDB), em rede nacional, de supostamente cobrar propina em troca de isenções fiscais da empresa. O total bloqueado chega a R$ 12.573.696,49.

O valor,  segundo a Justiça, é para garantir ressarcimento ao fisco estadual, caso a Braz Peli e o empresário sejam condenados por sonegação fiscal. Berger, a esposa Mirela Barbosa Rigoti Berger são investigados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e pela Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários).

O pedido de sequestro de bens e quebra de sigilo partiu da polícia Civil e do Gaeco. Garcete escreveu em sua decisão que há indícios fortes de que o grupo tenha cometido crime contra o erário e por isso autorizou o pedido.

O período a ser investigado na quebra do sigilo fiscal do casal Berger é entre 1/1/2013 até 31 de junho deste ano. A mesma medida atingiu Cícero Paulo Nascimento da Silva, assessor contábil da Braz Peli, que também teve mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.  

No dia 19 de julho deste ano, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas empresas e residências do empresário. Toda a documentação e o computadores da Braz Peli foram apreendidos.

 

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