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Entidade pede socorro para não fechar as portas e fala em calote da prefeitura

Instituição soma dívidas de R$ 80 mil

1 DEZ 2016
Rodson Willyams
15h00min

O presidente do Instituto 26 de Agosto, Marcelo Boza, usou a tribunal da Câmara Municipal de Campo Grande, nesta quinta-feira (1°), para denunciar que a Instituição a qual administra corre o risco de fechar as portas, caso não receba os ativos abertos, de convênios assinados com a prefeitura. A instituição era responsável por administrar o ônibus do City Tour, que está desativado desde o início do ano pelo Executivo, após incêndio.

Marcelo relata que o Instituto era responsável pelo ônibus do City Tour e que, em janeiro de 2013, logo que o atual prefeito Alcides Bernal, do PP, assumiu a administração, a entidade permaneceu responsável e continuou prestando o serviço, mesmo não tendo o convênio renovado pela prefeitura. O diretor afirma que, durante o período de janeiro a maio daquele ano, promoveu a reforma do veículo, tendo sido assegurado pela administração municipal, que o investimento seria devolvido à entidade.

Uma vez sanado o problema, o convênio foi renovado, e a instituição ficou responsável pelo serviço por 37 meses. No entanto, do total de meses, Marcelo afirma que ficou sem receber 26 meses, tendo ainda uma parcela de dívida ativa que não foi quitada pela prefeitura, relativa à reforma do ônibus.

O diretor ainda relata que, com o passar do tempo, a prefeitura não investiu na manutenção do veículo, que seria de responsabilidade exclusiva do município, e que teve que retirar do próprio bolso R$ 15 mil para continuar garantindo que o serviço prestado aos turistas fosse garantido.

Marcelo afirma que com a troca de gestão, e logo depois à volta de Bernal, os convênios não teriam sido pagos e a dívida teria sido acumulada. E endividada, a empresa que contava com um caixa de R$ 70 mil, viu o cofre esvaziar e ficar negativada. "Com isso, os parceiros também se afastaram", relatou. O diretor também relata que atual a secretária da Sedesc, Dharleng Campos, teria se negado a receber o diretor e afirmado em reunião, durante a posse dos novos conselheiros do Turismo, que havia pago tudo o que devia para a instituição. "Ela disse que a prefeitura não devia mais nada".

Em razão disto, o diretor foi até à Câmara Municipal para pedir ajuda para que a secretária comprove os pagamentos feitos à instituição. Diante da situação, os vereadores Edil Albuquerque, do PTB, e Alex do PT, devem solicitar, por meio de requerimento, esclarecimento sobre o pagamento. Os parlamentares querem saber se o Fundo Municipal de Turismo possui os valores, onde foi aplicado o recurso que seria do convênio e por qual meio foi repassado o valor para a instituição.

Desmonte

Segundo Marcelo, a reforma do ônibus contou com a troca do deck do veículo, que estava cedendo. Após desentendimento, a prefeitura solicitou que o veículo ficasse em um pátio da secretaria. "Porém, eles colocaram exposto ao sol e à chuva. Com isso, tudo que fizemos foi se perdendo".

O diretor ainda relatou que havia um projeto da compra de um novo ônibus, em que o veículo estava na cidade, havia recurso empenhado, mas que com a troca de governo, o projeto foi cancelado.

Por conta disso, a cidade segue parada, sem receber turistas e gerar renda com 'dinheiro novo'. Marcelo finaliza afirmando que aguarda que o prefeito eleito Marquinhos Trad, do PSD, após nomear um titular para a pasta, possa auxiliar sobre o caso. "Ele está ciente". 

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