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Esporte é deixado de escanteio em planos dos candidatos ao governo de MS

Programas foram produzidos de maneira genérica, quase todos parecidos um ao outro

15 SET 2018
Celso Bejarano
07h00min
Foto: Arquivo/TopMídiaNews

Nem de longe o esporte beira, ainda que em escala miúda, destaque nos planos de governo dos seis concorrentes ao governo de Mato Grosso do Sul. Isso denota nos programas que eles apresentaram até agora. Alguns partidos dedicaram apenas linhas curtas para o desporto, setor com notável papel de inclusão social.

Humberto Amaducci, por exemplo, candidato ao governo de MS pelo PT, lista em suas propostas “ações articuladas de educação, esportes e cultura com a promoção do acesso da comunidade nos espaços escolares”.

Ele recorda ainda em seu programa de ação que “a inclusão social foi a grande marca dos governos de Zeca do PT (governou MS de 1999-2006). A ampliação do acesso às políticas públicas de saúde e educação, à segurança, à cultura, ao esporte e lazer, à assistência social e o apoio à agricultura familiar e à reforma agrária aproximou a população da universalização dos serviços”. O candidato sustenta também que vai recriar o Fundo de Investimento no Esporte, o FIE, programa usado lá atrás por Zeca do PT.

E o programa do candidato ao governo pelo PDT, Odilon de Oliveira, como o de Amaducci, mistura num mesmo plano o esporte junto com a cultura. 

Diz em seu programa: “esporte para todos: estimular a prática esportiva nas comunidades, através da construção e ampliação de ginásios, praças e centros esportivos, com especial apoio financeiro e institucional a programas de incentivo ao esporte”.

A atividade esporte é citada mais uma vez no programa do juiz aposentado quando ele diz que vai priorizar o ensino em tempo integral, veja: “e é importante ressaltar que a educação em tempo integral não significa apenas mais tempo na escola, mas a possibilidade de oferecer múltiplas oportunidades de aprendizagem aos estudantes, com acesso à cultura, à arte, ao esporte, à ciência e à tecnologia, por intermédio de atividades educativas, sempre alinhadas à proposta pedagógica da escola nos diversos contextos escolares”.

Já o governador Reinaldo Azambuja, candidato à reeleição pelo PSDB, conta que vai priorizar o esporte por meio de tópicos, assim dispostos:

“Incentivar e apoiar os campeonatos de futebol amador; ampliar a oferta do bolsa-atleta e do bolsa-técnico; atender a população que vive em áreas de vulnerabilidade social; estimular a criação de espaços para atividades físicas para a terceira idade (atividade física e saúde); fortalecer o Sistema Estadual de Esporte e Lazer em consonância com o Sistema Nacional do Desporto; aperfeiçoar o sistema de apoio às organizações da sociedade civil (federações e clubes, associações) e fomentar a criação e desenvolvimento do clube escolar".

O programa de João Alfredo, o candidato do PSOL, destinado ao esporte, é bem sucinto: “fazer da educação um instrumento de redução das desigualdades sociais, com a implantação de projetos esportivos em regiões de risco  e criação de centros esportivos como instrumento de inclusão social”.

Marcelo Bluma, o concorrente do PV, disse que aposta em parceria para incrementar o esporte em MS.

“Implantar ações governamentais voltadas para o incentivo às atividades esportivas e de lazer, como forma de promover a saúde, a socialização e a qualidade de vida. Ampliar as ações visando expandir a política esportiva existente no Estado fortalecendo os recursos e dinamizando o fundo de investimentos esportivos no estado. Estabelecer parcerias com a iniciativa privada para obtenção de recursos a serem aplicados para subsidiar a pratica de esporte de alto rendimento”, promete Bluma, que acrescenta ainda que pretende:
“Fortalecer os programas voltados para a pratica do esporte amador, ampliando os já existentes e incentivando a adoção de novas atividades”.

Já o candidato do MDB, Júnior Mochi, lista em sua proposta 15 metas, a maioria delas ligada ao emprego e industrialização. Lá no 7º propósito, surge o esporte:

“Participação de representantes da juventude em todos os níveis de decisão da gestão estadual. Programação Estadual MS Jovem de apoio e fortalecimento aos movimentos de juventude voltados para o empreendedorismo, prevenção e combate ao uso de drogas, combate a discriminação e preconceito racial, religioso e de orientação sexual, geração de emprego e renda, esporte, cultura e lazer”, explica.

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