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Exclusivo: Giroto finalmente fala, se diz 'vítima', vai pro ataque e nega candidatura em 2018

Ex-deputado federal preso na Lama Asfáltica apareceu de volta aos holofotes junto com André Puccinelli

4 DEZ 2017
Airton Raes e Vinícius Squinelo
07h01min
Foto: Wesley Ortiz

O ex-secretário estadual de Obras e ex-deputado federal Edson Giroto (PR) finalmente resolveu falar. Em entrevista ao TopMídiaNews, o ex-presidiário, pego durante investigações da operação Lama Asfáltica, o maior trabalho da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, afirmou ser uma 'vítima', foi para o ataque e negou que sairá candidato nas próximas eleições, em 2018.

Giroto voltou aos holofotes no fim de semana, quando esteve presente na posse do ex-governador André Puccinelli como presidente estadual do PMDB. O ex-deputado também confirmou que tem visitado os municípios do Estado, mas descartou candidatura em 2018. “Cada um chega a um ponto em que sabe que já deu a contribuição que poderia dar”, se defende. Porém, não explica os motivos das tais visitas,  já que hoje não ocupa mais cargo público.

Giroto é investigado pela Polícia Federal na Operação Lama Asfáltica, apontado como um dos integrantes de organização criminosa especializada em desviar recursos de obras públicas através de superfaturamento e pagamento de propina para agentes públicos. Em 2016, Edison Giroto foi preso durante a Operação fazendas de Lama e passou 42 dias na cela 17 do Centro de Triagem “Anízio Lima”, no Complexo Penitenciário.

O ex-preso na Lama Asfáltica saiu da defensiva e foi pro a ataque, já com  alvo certo: o atual secretário estadual de Infraestrutura, Ednei Marcelo Miglioli, que o substituiu na pasta após a troca de Governo. Giroto alega que foi 'falsamente acusado' e disse que realizou auditoria externa nas obras de sua gestão para provar a sua inocência. Porém, as acusações partem também da Polícia Federal, e não só do atual secretário.

Edson Giroto destacou que contratou empresa privada para uma realizar auditoria em todos os contratos e obras realizadas em sua gestão com a intenção de mostrar que as acusações supostamente são falsas. “Quem começou me acusando foi o meu sucessor. Miglioli que fez um relatório oficial me acusando e eu fui preso por conta dessas acusações falsas. Por isso realizei a auditoria, para ajudar a provar a minha inocência”, disse.  

Visitas

O ex-deputado contou que tem viajado o Estado e se reunido com prefeitos e vereadores de todos os municípios. Entretanto, Giroto destacou que as reuniões não fazem parte de uma agenda política visando as eleições de 2018. “Nesse tempo como secretário eu acabei fazendo muitas amizades. Minhas viagens não são politicas, vou visitar amigos. Os prefeitos me pedem ajuda para fazer projetos em busca de recursos para o município. A política vem naturalmente”, completou.

Ainda filiado ao PR, Giroto afirmou que foi a convenção do PMDB para dar apoio ao amigo pessoal André Puccinelli.

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