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‘Foi no meu período que MS mais recebeu dinheiro’, diz ex-presidente Lula

Ex-presidente recordou os investimentos que fez durante as duas gestões de Puccinelli

29 NOV 2017
Diana Christie
13h06min
Foto: Reprodução/YouTube

Destacando os feitos de sua gestão, o ex-presidente Lula (PT) declarou que o maior aporte de recursos recebidos pelo Estado ocorreu durante seus oito anos de governo. “Foi no meu período que Mato Grosso do Sul mais recebeu dinheiro. O Zeca sabe disso, o ex-governador André Puccinelli sabe disso”, disparou.

Lula foi entrevistado, nesta quarta-feira (29), pelo jornalista Joel Silva, da rádio Capital 95,9 FM. Por telefone, o ex-presidente recordou os investimentos que fez durante as duas gestões de Puccinelli. “A maioria das obras feitas em Campo Grande é do governo federal, mesmo com um prefeito do PMDB”.

O ex-presidente ainda falou sobre o clima de animosidade entre os partidos, que também afeta os eleitores. “Nós temos um problema sério na política, que foi um pouco resultado do ensaio do golpe contra a presidenta Dilma, que começou em 2013 com as manifestações e terminou na campanha que o candidato do PSDB fez uma campanha do ódio”.

Em uma eventual candidatura, Lula reforça que pode mudar a situação, afinal “o país não pode viver em um clima de ódio como está vivendo” e que provou que “é possível viver em paz e harmonia”. “O fato das pessoas serem de partidos diferentes não quer dizer que elas precisam ser inimigas, podem ser só adversárias”, completou.

Ele destacou também que nunca tratou nenhum político com desrespeito, mesmo sendo de partidos diferentes como foi o caso de Puccinelli e que, durante seu governo, imperava o clima de harmonia. “Foi o período que menos houve greve no setor público e privado; menos houve invasão de terra e menos violência contra índio e negro”.

Filme sobre a Lava Jato

Questionado sobre o filme Polícia Federal, que retrata a Operação Lava Jato, o ex-presidente alega que nem assistiu à produção cinematográfica. “Quando a história tem mais mentira que verdade, eu prefiro evitar”, disparou.

Ele destaca que hoje a PF tem como apurar graças às mudanças legais que ele e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) fizeram, inclusive com a instituição da delação premiada, investimentos na inteligência da corporação e autonomia dada ao Ministério Público “que o Temer tirou indicando mulher que não estava na lista de indicados”.

Em relação às denúncias envolvendo seu nome, Lula afirma que foram encontradas irregularidades durante batidas na casa de diversos investigados, inclusive em Mato Grosso do Sul, porém mais de dez policiais reviraram seu apartamento e nada encontraram. “Deviam me pedir desculpas. Pedir desculpas ao povo”.

Por fim, o ex-presidente falou que tem planos, em um possível retorno ao poder, de regulamentar os meios de comunicação, com projetos semelhantes aos Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra e criticou adversários. “Eu sei que muita gente não gosta de mim porque esse Lula foi colocar pobre, da periferia, na universidade”, argumentou.

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