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Iniciada há 13 anos, ampliação da Assembleia trava por dívida de R$ 1,4 milhão

Construtura cobra pagamento de serviços realizados e não pagos

11 FEV 2017
Airton Raes
11h30min

A inauguração das obras de ampliação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul não tem data para acontecer, por conta de uma divida de R$ 1,4 milhão. A obra se estende há treze anos  e custou cerca de R$ 6 milhões.

O primeiro secretário da Assembleia Legislativa, Zé Teixeira (DEM) explicou que o impasse se dá devido a cobrança pela empreiteira Delta Desenvolvimento de Engenharia Ltda, responsável pelas obras, por serviços não pagos pelas gestões passadas do legislativo estadual e que não foram colocados em restos a pagar. Então foi solicitado para que a Agesul realizasse uma nova medição para saber a dívida real.

Foi constatado que não foram pagos R$ 700 mil em obras e R$ 700 mil em material que está em posse da construtora. “Nós não podemos pagar pois não está em restos a pagar. Do material que está com a empresa, apenas o ar-condicionado dá para aproveitar. O resto não tem mais utilidade”, explicou Teixeira.

A obra de ampliação da Assembleia teve inicio em 2004, quando o ex-deputado estadual Londres Machado (PR) era presidente e o ex-deputado Ary Rigo primeiro secretário. Na época foi entregue o prédio anexo onde fica atual presidência. As obras foram paralisadas em 2005, após corte de gastos do governo Zeca do PT. A construção foi retomada em 2011, com previsão inicial para entrega em 18 meses. Entretanto, parte da ampliação nunca foi terminada.

O presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi (PMDB) explicou que os deputados vão se reunir com o Tribunal de Contas do Estado e com o Ministério Público Estadual para poder chegar em um termo comum para resolver o impasse da paralisação das obras. 

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