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Janot recusa depor em CPI da JBS e Marun lamenta: ‘perdeu oportunidade’

'Penso ser lamentável a referida atitude', disparou o relator da CPI

5 DEZ 2017
Diana Christie
08h56min
Foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot recusou o convite da CPI da JBS para explicar o acordo de delação premiada firmado com os irmãos Joesley e Wesley Batista, além de outros executivos da holding J&F. Em resposta, o relator da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB), emitiu uma nota em desaprovação.

“Penso ser lamentável a referida atitude. Até porque perde o senhor procurador uma oportunidade de esclarecer ao país as circunstâncias evidentemente controversas presentes no acordo de delação premiadíssima celebrado com os irmãos Batista. Em um momento em que o país clama por transparência e igualdade e em que se afirma que ninguém está acima da lei, atitudes como está sinalizam um preocupante pensamento em contrário”, declarou Marun.

Janot enviou um ofício ao presidente da CPI, Ataídes Oliveira (PSDB-TO), em que alegou "sigilo profissional" para não comparecer. "Cumprimentando-o cordialmente, comunico a Vossa Excelência que, tendo em visto o disposto no art. 236, II, da Lei Complementar nº 75/1993, devo declinar do honroso convite formulado por meio do expediente em epígrafe, uma vez que o sigilo profissional imposto aos membros do Ministério Público Federal, ali previsto, impede-me de prestar quaisquer esclarecimentos sobre atos praticados em razão da função desempenhada e afetos ao meu ofício", diz o documento.

A audiência com o ex-procurador-geral estava marcada para esta quarta-feira (6). Mesmo assim, Marun destaca que “com base nos depoimentos já prestados e na documentação recebida, necessitamos de poucas informações complementares para concluirmos o nosso relatório”. O resultado deve ser entregue até 22 de dezembro, prazo final da CPI.

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