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Vereadores criticam medida que tira dinheiro da cultura e do esporte para investir em segurança

Presidente criou o Sistema Único de Segurança Pública e recursos serão repartidos a partir de agora

14 JUN 2018
Celso Bejarano e Rodson Williams
12h41min
João Rocha usa tribuna para atacar Michel Temer Foto: Rodson Wylliams

A sessão da Câmara Municipal de Campo Grande, desta manhã de quinta-feira (14), foi polemizada pela medida provisória sancionada pelo presidente Michel Temer, na segunda-feira (11), que cria o Susp (Sistema Único de Segurança Pública). A regra nova dá mais recursos à segurança, contudo, tira dinheiro do esporte, cultura e da saúde.

O presidente da Câmara, o vereador João Rocha, do PSDB, foi o primeiro a chiar: “na realidade, o esporte e a cultura evitam que os jovens entrem no caminho do crime. Vejo essa decisão [a medida provisória] como uma frustração, justo no dia que começa a Copa do Mundo [maior evento esportivo do planeta, que ocorre na Rússia]. Que legado deixou a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 [eventos sediados pelo Brasil] deixaram para o país?”, queixou-se Rocha.

João Rocha disse ainda que a medida de Temer deixou “todos surpresos” e que o governo federal já destinava pouco dinheiro para o esporte e a cultura.

Tais recursos, já minguados, disse o presidente, devem reduzir ainda mais, já que parte do dinheiro arrecadado pelas loterias federais, a partir da medida provisória será repartida com o Ministério da Segurança Pública. Até agora, setores como cultura e esporte recebiam parcela dos lucros com as loterias.

O vereador Wellington, também do PSDB, reforçou o discurso de João Rocha. “Essa determinação do presidente representa um retrocesso, prejudica todo mundo”, disse o vereador, que é delegado da Polícia Civil e representa a bancada da segurança pública na Câmara campo-grandense.

Contraponto

Loester Nunes de Oliveira, vereador do MDB, partido do presidente Michel, contrariou a fala de Rocha. “O país passa por uma imensa dificuldade. A medida provisória tira dinheiro também da saúde, mas aqui ninguém falou disso. O presidente, que não é candidato a nada, está fazendo de tudo para ajudar o país”, declarou Loester, que é médico.

João Rocha retrucou rapidamente: “a Câmara não está discutindo o partido e, sim, políticas de estado”.

Chiquinho Telles, vereador do PSD, entrou na discussão para também atacar a regra de Michel: “se a popularidade era de 3%, agora pode cair a zero”.

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