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Leila diz que houve mal entendido e nega demissões de profissionais da educação

Apesar disso, secretária admitiu autenticidade de documento com ordem para exonerações

24 NOV 2016
Rodson Willyams
14h58min
Foto: Rodson Willyams

A secretária municipal de Educação, Leila Machado, declarou que a informação de que os professores da educação especial seriam demitidos antes do fim do ano letivo não passou de um ‘mal entendido’. Ela foi convocada para prestar esclarecimentos, na manhã desta quinta-feira (24), para a Câmara Municipal.

Durante a oitiva, a secretária explicou que a decisão de exonerar os profissionais foi colocada em um C.I. (Comunicado Interno) para ser repassada aos pais. "Foi colocada no papel, depois passou aos professores, que deviam repassar aos pais. Hoje nós temos 105 mil alunos", justificando a forma escolhida para transmitir as informações.

Assim que o documento veio à tona causou a revolta dos pais que têm filhos especiais na rede pública. Leila explicou aos parlamentares que, novamente, enviou um segundo comunicado corrigindo à primeira informação divulgada. A secretária confirmou a autenticidade do primeiro documento, mas afirmou que o contexto sobre o C.I. divulgado foi falso.

Em razão disso, Leila procurou tranquilizar os pais, informando que os profissionais da educação especial não serão demitidos, e que os pais que entenderem que seus filhos já passaram de ano, podem levá-los até o dia 16, quando iniciam as férias dos alunos aprovados sem exames. "Mas aqueles pais que quiserem, podem levar os seus filhos até o dia 22 de dezembro, quando encerra o ano letivo", explicou.

C.I .divulgada que causou polêmica e deixou pais preocupados. Foto: Reprodução / RepórterTop.

Para o vereador Eduardo Romero, da Rede, a secretária evitou mencionar sobre o primeiro comunicado interno divulgado, discorrendo apenas sobre o segundo C.I. Romero ainda afirma que ficou nítido que 'houve um desencontro de informações', mas afirmou que a ida da secretária até a Câmara foi importante, 'porque os alunos tiveram o atendimento especializado garantido'.

Embora políticas públicas para inclusão das pessoas com necessidades especiais na educação estivessem na pauta, a secretária evitou falar sobre acessibilidade. Ao ser questionada sobre o assunto, a secretária afirmou que a questão deveria ser debatida com o secretário de Obras, da prefeitura. "Sobre a acessibilidade, é melhor falar com o Amilton”, declarou.

Leila ainda entregou uma série de documentos para os vereadores e o presidente da Câmara Municipal, João Rocha, do PSDB, os encaminhou para a análise do apoio legislativo. 

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