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Marcio Monteiro será o primeiro a ser ouvido em CPI da Assembleia

Os deputados apuram denúncias envolvendo o governo e a JBS

14 SET 2017
Rodson Willyams
09h01min

Os deputados da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Irregularidades Fiscais e Tributárias de Mato Grosso do Sul devem convocar o secretário de Estado de Fazenda (Sefaz/MS), Marcio Monteiro, para participar da primeira oitiva da CPI. O requerimento, apresentado pelo deputado Paulo Siufi (PMDB), foi aprovado de forma unânime durante reunião ordinária realizada na tarde desta quarta-feira (13). 

Conforme o presidente da CPI, deputado Paulo Corrêa (PR), "estamos convidando oficialmente, na próxima quarta-feira, o nosso secretário de Fazenda, Marcio Monteiro, para que ele possa prestar esclarecimentos à CPI".

E ainda explicou que, já possui dois termos como documentos. "Já estudamos o Termo de Ajustamento de Regime Especial [Tare] do Governo Reinaldo Azambuja e dois Tares do Governo André Puccinelli. Continuaremos o cronograma de visitas já aprovado e a reunião a tarde acontecerá normalmente, pois a viagem à Coxim, no dia 20, se não for cancelada, está prevista para ser de manhã”. 


Reunião dos membros da CPI realizada na tarde de ontem. Foto: Reprodução/ALMS.

O presidente da CPI esclareceu que as primeiras visitas às unidades da JBS no Estado, que constam no 1º Tare verificado, não aconteceram devido aos documentos, sempre protocolados no dia anterior à visita marcada, trazidos pelo advogado da J&F, holding que controla a JBS, declarando que a visita não era necessária, pois aquela unidade da JBS não havia cumprido a contrapartida que deveria ser prestada ao Estado, por receber os incentivos fiscais.

O requerimento apresentado pelo deputado Pedro Kemp (PT), que trata da regulamentação da Lei Federal 12846/2013 no Estado, também foi aprovado. 

“Que o Governo do Estado encaminhe um projeto ou faça, através de um Decreto a regulamentação da lei federal anticorrupção, até porque, para buscar o ressarcimento daquilo que a JBS deve ao Estado, nós precisamos de instrumentos legais e jurídicos para fazer essa cobrança, para um possível acordo de leniência, e a regulamentação dessa lei aqui no Estado será fundamental para obrigar a JBS a pagar aquilo que ela deve ao Estado de Mato Grosso do Sul”, ressaltou.

Também estava presente na reunião o vice-presidente da CPI, deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB).

Tares - São os Termos de Ajustamento de Regime Especial que a empresa JBS firmou com o Governo do Estado, bem como os aditivos, notas fiscais e detalhamentos sobre os incentivos fiscais concedidos.

CPI  - A CPI foi constituída para investigar a denúncia realizada pelos executivos da JBS, Joesley Mendonça Batista, Wesley Mendonça Batista e Ricardo Saud, do pagamento de diversas notas fiscais ‘frias’ emitidas por pessoas físicas ou jurídicas entre os anos de 2010 a 2017, sem o devido fornecimento de bens ou serviços, em contraprestação à suposta concessão indevida de benefícios fiscais pelo Estado de Mato Grosso do Sul.

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