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Marquinhos Trad descumpre primeira promessa e causa ira de sindicato

Prefeito não determinou, como prometeu, a eleição de diretores da Reme

13 FEV 2017
Thiago de Souza
07h00min
Encontro onde sindicato pediu eleições nas escolas à prefeitura Foto: ACP

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), dará início ao ano letivo de 2017 sem cumprir uma de suas principais promessas de campanha, que são eleições diretas para a escolha dos diretores das escolas municipais. É a primeira promessa oficialmente descumprida por Marquinhos.

Trad alegou falta de tempo hábil para promover a escolha por meio de votação e a Semed (Secretaria Municipal de Educação), vai manter o sistema de indicação das dirigentes e vices. 

No entanto, a prefeitura destaca que foi firmado um compromisso com a comunidade escolar e também com a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Trabalhadores em Educação), para começar o ano letivo de 2018 com diretores eleitos por voto direto. 

Sindicato

O presidente da ACP, Lucílio Nobre, confirmou o compromisso da administração, feito por meio da secretária de Educação Ilza Mateus e do prefeito Marquinhos Trad no primeiro encontro com a diretoria da entidade em 2017.  

O sindicalista relatou que a prefeitura tem 90 dias de prazo para formar uma comissão para construir a minuta que embasará um projeto de lei que instituirá a eleição direta do diretor e vice e será enviado à Câmara Municipal. 

(Lucílio Nobre cobrou da prefeitura eleições diretas para diretor - Foto: Geovanni Gomes)

Ainda conforme Lucílio, a escolha dos diretores por voto direto da comunidade escolar atende a Meta 19 do Plano Nacional de Educação e também do Plano Municipal de Educação, que prevê a chamada 'Gestão Democrática'' nas escolas do País. Questões como o tempo de mandato e se todos os votos dos membros da comunidade escolar terão o mesmo peso serão definidos pela comissão.   

''A ACP sempre foi pela defesa da eleição direta para diretores das escolas. Nunca concordamos com indicações'', revela Lucílio, que acredita que essa fórmula de indicar pessoas culmina em interferências políticas no âmbito educacional. No site da entidade, há uma nota que critica a nova gestão por adotar o modelo de indicações.

''Em sentido contrário à gestão democrática, a prefeitura promoveu, novamente, uma troca massiva de dirigentes num momento extremamente crítico para a gestão escolar, que é o início do ano letivo'', diz o texto. O dirigente destacou ainda um dos vários motivos pelos quais defende a escolha dos diretores pela comunidade escolar.

''Com um tempo de atuação garantido, o diretor tem segurança para desenvolver um projeto, ao contrário do atual sistema na qual a pessoa começa uma coisa e não sabe se vai terminar'', analisou. 

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