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Marquinhos vai deixar população decidir se muda nome da Ernesto Geisel; Você concorda?

Documentos da CIA revelaram autorização do general para execução de opositores durante a ditadura militar

17 MAI 2018
Rodson Willyams
17h00min
Foto: Wesley Ortiz/Arquivo

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) deixou para a população decidir sobre a possibilidade de escolha da troca de nome da Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande. A declaração responde a questionamento sobre a revelação de um documento da CIA (agência de inteligência norte-americana) que acusa o ex-general Ernesto Geisel, presidente do Brasil entre 1974 e 1979, de ter autorizado a execução de opositores durante a ditadura militar.

Pelo país, diversas manifestações de repúdio foram feitas. Muitos chegaram a pedir que ruas ou avenidas que recebem o nome do ex-presidente tivessem o nome trocado. Por aqui, há quem chegou a sugerir que a avenida conhecida na Capital também como Norte-Sul fosse para Avenida Lídia Baís.

A avenida liga os bairros Estrela do Sul ao Aero Rancho. Nos prolongamentos realizados recentemente, a via muda de nome.

Em resposta ao questionamento, Marquinhos disse que pode seguir o que a população desejar. "Se a população decidir assim, será feito. A gente sempre democratizou o debate". Ao ser perguntando sobre o que achava sobre a polêmica, o prefeito respondeu: "não tenho opinião formada ainda não".


Ex-presidente Ernesto Geisel. Foto: Reprodução / Estadão.

Mortes na ditadura

Após a polêmica, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que a embaixada do Brasil em Washington solicitou ao governo americano os documentos produzidos pela CIA (agência de inteligência norte-americana) sobre operações de tortura e morte de brasileiros.

A determinação contempla o pedido feito na última sexta-feira (11) pelo presidente do conselho do Instituto Vladimir Herzog, Ivo Herzog, filho do jornalista assassinado na ditadura militar. Ivo Herzog enviou carta ao ministro Aloysio Nunes na qual pediu para que o governo federal solicite aos EUA a "liberação completa" dos registros da CIA que "documentam a participação de agentes do Estado Brasileiro em operações para torturarem ou assassinarem cidadãos brasileiros".


Documento revelado pela CIA. Foto: Reprodução / G1.

Segundo levantamento feito pelo G1 com base em registros da Comissão Nacional da Verdade mostra que 89 pessoas morreram ou desapareceram após 1º de abril de 1974, data a partir da qual, segundo o documento da CIA, Geisel autorizou a execução de opositores.

***Com informações do G1.

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