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Marquinhos 'anula' oposição e deve iniciar mandato com maioria na Câmara

O clima, até o momento, é de 'paz e harmonia' entre vereadores e prefeito eleito

2 DEZ 2016
Rodson Willyams
07h00min
Foto: Geovanni Gomes / Arquivo

O prefeito eleito Marquinhos Trad, do PSD, deve começar o mandato em 2017 sem oposição na Câmara Municipal de Campo Grande. Pelo menos é o tem se propagado entre os vereadores reeleitos e eleitos para a próxima Legislatura. Até o momento, o clima estabelecido na Casa de Leis é de 'paz e harmonia'. O PSDB, por exemplo, maior bancada para o próximo ano já foi incluso na Comissão de Transição entre os governos de Bernal e Marquinhos, no Executivo.

Após a derrota da vice-governadora Rose Modesto, do PSDB, no segundo turno, Marquinhos imediatamente procurou o governador Reinaldo Azambuja, principal liderança tucana, para propor parcerias entre o município e o Governo do Estado.

Logo depois convidou os parlamentares da atual legislatura a ingressarem no governo de transição, desta forma, partidos representados pelos vereadores Carla Stephanini (presidente) e Mario Cesar, do PMDB; Eduardo Romero, da Rede; e Herculano Borges e Eduardo Cury, do Solidariedade, todos membros da Comissão do Orçamento, e aliados do PSDB no segundo turno, passaram a integrar o processo de troca de gestão.

Ainda na Câmara, após visita de Marquinhos, o presidente João Rocha, do PSDB, anunciou que a Casa de Leis criaria uma Comissão Especial de Transição, portanto, além dos vereadores da Comissão do Orçamento, foram incorporados o vereador Carlos Augusto, do PSB; Otávio Trad, do PTB, aliado de Marquinhos; e Lívio Viana, presidente municipal do PSDB, que foi convidado pessoalmente por Marquinhos a compor o grupo.

Imediatamente, as reações foram positivas. O vereador Herculano Borges, que é o presidente municipal do Solidariedade, chegou a declarar, após a visita de Marquinhos, que o seu partido estava à disposição para ajudar o novo prefeito. "Coloco o SD à disposição para ajudar Campo Grande", afirmou.

Carlão afirmou que, até o momento, não recebeu nenhuma recomendação do seu partido, o PSB, a qual tem a deputada federal Tereza Cristina como presidente regional. "A Tereza não falou nada. Nós vamos ter dois vereadores para o próximo ano, mas sou contra em ser oposição por oposição. Eu vou ajudar o prefeito e se o partido orientar algo diferente, eu não sigo. Mas a Tereza Cristina é campo-grandense, ela deve conversar com ele, não querer espaço porque não o apoio, mas todos nós vamos trabalhar pelo bem de Campo Grande".

Eleito para a próxima legislatura, o vereador Odilon de Oliveira Junior, do PDT, que referendou apoio à Rose, também acredita que não fará oposição a Marquinhos. "O PDT ainda não definiu uma posição em relação ao Marquinhos. Mas vejo que o sentimento do partido é defender a sociedade. O que o Marquinhos fizer de bom para sociedade, que não fuja dos princípios do partido, vou apoiar. Mas acredito que a relação será harmônica, acredito que todos que entraram tem o interesse de resgatar uma política decente", pontuou.

Único do Partido dos Trabalhadores para o próximo ano na Câmara Municipal, o vereador Ayrton Araújo, informou que no segundo turno o partido não apoiou Marquinhos, mas após a vitória não recebeu nenhum orientação da Executiva Municipal.

"Até o momento não fui chamado, mas é claro, que em breve deve haver uma conversa. Mas não vejo problema da gente ser da situação, acredito que podemos fazer parte da base aliada. E no próximo, um ou outro vereador pode não concordar com as ideias da prefeitura, mas isso não significa que não terá apoio, e isso é natural", comentou.

Além do Governo do Estado, o prefeito eleito também conseguiu obter o apoio de Alcides Bernal, principal liderança do Partido Progressista. "O PP já tem conversado com o Marquinhos e o partido está junto para somar nessa caminhada. Esteve ao lado neste segundo turno e, na outra legislatura, vai ajudar a administrar Campo Grande", disse o presidente municipal Derly dos Reis de Oliveira, o Cazuza, cujo partido terá a segunda maior bancada no próximo ano na Casa.

O único partido que ainda não demonstrou apoio, apesar de ter ingressado no governo de transição, é o PMDB. Em entrevista ao TopMídiaNews, Carla Stephanini disse que até o momento não havia nenhuma conversa em relação a questão de apoio e que Marquinhos também não havia sinalizado nenhuma conversa com o partido. "Mas está no início, ele porquanto está fazendo as visitas institucionais", justificou.

Marquinhos permanece como deputado estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e já garantiu que vai concluir o seu mandato até o final do ano. Lá, Marquinhos tem como presidente Junior Mochi, que além de presidir a Casa, é presidente regional do PMDB.

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