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Marquinhos presta depoimento hoje para explicar denúncias de extorsão

Candidato acusa empresário e irmã de criar factoides para atrapalhar campanha do PSD

16 SET 2016
Diana Christie
12h03min
Foto: Assessoria

Candidato à prefeitura de Campo Grande, o deputado estadual Marquinhos Trad (PSD) foi intimado para prestar depoimento na 3ª DP (Delegacia de Polícia), nesta sexta-feira (16), a partir das 17h. Ele será questionado sobre boletim de ocorrência, registrado em abril deste ano, em que ele alega ser vítima de extorsão dos irmãos Arnaldo Britto de Moura Junior e Sandra Britto de Moura.

De acordo com o delegado da 3ª DP, Geraldo Marin Barbosa, entre três ou quatro pessoas já foram ouvidas pelos investigadores e outras ainda devem ser intimadas nos próximos dias, entre elas Arnaldo e Sandra. “Tinham registrado um boletim e abril e depois nova representação com notícias novas. Estamos ouvindo todos os envolvidos para solucionar esse crime”, explica.

Marquinhos afirma que foi vítima de extorsão de irmãos que o denunciam por suposta lavagem de dinheiro durante a campanha eleitoral de 2014. Segundo o parlamentar, o empresário Arnaldo Britto, dono da empresa 4 Rodas, e a irmã dele, Sandra, inventaram factoides para manchar sua carreira política. “É mentira. Eu sou vítima disso”, resume.

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Arnaldo protocolou uma denúncia contra Marquinhos no MPF (Ministério Público Federal), após a empresa que comanda ser condenada, em 15 de dezembro de 2015, a pagar multa no valor de R$ 244,8 mil por ter feito doação para campanha eleitoral acima do limite de 2% dos rendimentos brutos auferidos no ano de 2013, conforme decisão da juíza da 44ª Zona Eleitoral, Cíntia Xavier Letteriello Medeiros.

Naquele ano, o faturamento da empresa foi de R$ 51,5 mil e a doação de R$ 50 mil. Para explicar a doação à Justiça, o empresário alegou que Marquinhos agiu de má-fé para conseguir um recibo de doação e esquentar a vultosa quantia de dinheiro. Conforme a denúncia, o candidato teria recebido R$ 200 mil em dinheiro vivo de um doador que não poderia aparecer, pois já tinha excedido o valor legal.

O deputado, no entanto, afirma que sofreu extorsão de Arnaldo e de Sandra. “Na minha campanha de 2014, ele através da irmã dele, doou R$ 50 mil e eu emiti o recibo eleitoral. Prestei contas à Justiça, tudo conforme manda a lei. Depois de certo tempo, a irmã dele me procura dizendo que ela tinha se equivocado, que o irmão não tinha caixa para doar R$ 50 mil”.

“Ele foi multado em 200 e poucos mil reais porque a empresa dele só podia doar R$ 1 mil. Não sei que empresa que é essa que, durante um ano inteiro, teve movimento só de R$ 10 mil. Mas que, se eu não pagasse a multa, ela ia procurar o Reinaldo Azambuja (PSDB) ou o Bernal (Alcides, PP) e ia fazer um escândalo político”, completa.

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