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MPE pede prisão preventiva de ex-diretor do Detran, Ary Rigo e mais 8 na Operação Antivírus

Eles são suspeitos de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e atentado contra a segurança do transporte aéreo

7 DEZ 2017
Diana Christie
09h00min
Foto: ALMS/André de Abreu

A força-tarefa do MPE (Ministério Público Estadual) solicitou a prisão preventiva do ex-diretor do Detran/MS (Departamento Estadual de Trânsito), Gerson Claro Dino, do ex-deputado Ary Rigo e mais oito pessoas. Eles foram alvos do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na Operação Antivírus.

Segundo o MPE, eles são suspeitos de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e atentado contra a segurança do transporte aéreo. Também foram solicitadas as prisões de Jonas Schimidt das Neves, Suely Aparecida Carrilhos de Almoas Ferreira, José do Patrocinio Filho, Fernando Roger Daga, Luiz Alberto Oliveira Azevedo, José Sérgio De Paiva Junior, Parajara Moraes Alves Junior, e Claudinei Martins Rômulo.

“Os crimes praticados pelos denunciados, elencados aqui os que mais agiram e agem frente aos poderes constituídos e burla aos sistemas de controle do erário, seja por seus cargos e/ou por suas colocações nas empresas de forte poder econômico e promíscua relação com os detentores de poder político, estão a cada diz a conspurcar o pouco de esperança que existe na população sul-mato-grossense, que não aguenta mais tanto desvio de dinheiro divulgado e ainda sem reposta efetiva por parte do sistema de justiça”, argumenta o MPE.

A operação teve como foco apurar a existência de organização criminosa voltada à prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com investigação que teve início em 2015. Foram identificadas fraudes envolvendo servidores do governo e do TCE/MS (Tribunal de Contas do Estado) para beneficiar as empresas Digithobrasil Soluções em Software Ltda e Pirâmide Central Informática Ltda.

“As linhas de contatos e constante troca de interesse e favores, alicerçados em contatos com pessoas vulgarmente denominadas ‘poderosas’ do cenário político sul-mato-grossense, conforme está extensamente retratado nos variados trechos de ligações telefônicas lançados no corpo da denúncia, demonstram cabalmente que os denunciados/requeridos aqui identificados se voltam a alteração do estados de coisas e poderão comprometer a instrução penal, nas linhas que a legislação processual penal preconiza”, enfatiza a força-tarefa.

Durante a operação, deflagrada em 31 de agosto, os agentes apreenderam aproximadamente 95 mil reais em posse de um dos alvos, além de milhares de documentos, computadores, notebooks, tabletes, e celulares de todos os alvos. Também foram denunciados o ex-vereador Roberto Durães (PSC), Anderson da Silva Campos, Celso Braz de Oliveira Santos, Gerson Tomi,  Donizete Aparecido da Silva, , Danielle Correia Maciel Rigotti, João Batista Pereira Lopes, e Elso Correa de Souza.

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