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Nos programas eleitorais, candidatos à prefeitura trocam farpas e acusações

Em outros momentos, Rose e Marquinhos aproveitaram o tempo para falar dos planos de governo

12 OUT 2016
Rodson Willyams
19h20min
Foto: Arquivo TopMídiaNews

Os candidatos à prefeitura de Campo Grande neste segundo turno, Rose Modesto, do PSDB, e Marquinhos Trad, do PSD, utilizaram os programas eleitorais desta quarta-feira (12), para falar sobre seus projetos de campanha e trocar acusações.

Na primeira semana de campanha 'real' do segundo turno, os discursos de ambos candidatos começam a ficar mais duros, mostrando uma tendência do clima esquentar até o dia 30, quando será a decisão nas urnas.

Veja o que falou cada candidato:

Marquinhos Trad

Em seu programa, o candidato e deputado estadual Marquinhos Trad iniciou falando que procurou ouvir as pessoas e, neste processo, ouviu muitas reclamações da população, que demonstrou muita insatisfação em diversos serviços. O processo iniciou ainda no primeiro turno.

Logo depois, o candidato foi ressaltando alguns pontos defendidos pelos candidatos derrotados no primeiro turno. Por exemplo, lembrou-se do carro-chefe entre as propostas dos candidatos derrotados, deputado Coronel David, do PSD, e Elizeu Amarilia, do PSDC, que eram voltadas para segurança pública. Outro ponto relacionado à fiscalização em relação à infraestrutura defendida por Marcelo Bluma, do PV, e do ex-deputado Lauro Davi, do PROS. Sobre ética de Aroldo Figueiró, do PTN, e por fim, os desafios enfrentados pelo atual prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, do PP.

Em outro momento, o parlamentar usou o tempo para falar a saúde e ressaltou o programa da Clínica da Família, que deverá reunir profissionais e médicos especializados para atender a população. Ainda lembrou o Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), que pretende deixá-lo o mais moderno do país. E ainda ressaltou em fechar convênios para a realização das cirurgias eletivas e mais medicamentos.

Por fim, de forma mais sutil, o candidato aproveitou para destacar algumas promessas feitas pelo atual governador Reinaldo Azambuja, do PSBD, que teria se comprometido a construir um hospital 'tipo Cassems', mas que até o momento, segundo o candidato, 'não foi construído nenhum'. E ainda lembrou que o governo chegou a cortar os salários dos servidores da saúde. Ainda, o programa destacou que o candidato está à frente das pesquisas eleitorais já divulgadas. 

Rose Modesto

A vice-governadora Rose Modesto aproveitou para ressaltar os seus programas de governo, como o que prevê a construção de cinco mil habitações para Campo Grande, em quatro anos de governo. Ao lado de um engenheiro da habitação, ela explica que seria necessário construir 1,2 mil casas por ano para atingir a meta. Sendo 3,5 casas por dia.

Rose ainda destacou que pretende garantir recursos junto aos governos do Estado e Federal, no valor de R$ 76 mil por unidade. A candidata lembra que o Ministério das Cidades anunciou que deve construir 120 mil residências em todo o país no próximo ano e que pretende trazer para a Capital, parte dessas casas.

Outro ponto destacado foi em relação ao projeto que visa isentar moradores de Campo Grande, do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Porém, o beneficiado terá que ter um imóvel no valor de até R$ 120 mil. Além disso, Rose ainda garante parcelar o ITBI (Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis), imposto para aquisição de imóveis novos que atualmente é cobrado integralmente e à vista. Tudo, segundo a candidata, sem prejudicar as finanças da prefeitura.

Por fim, ela prometeu ampliar o programa Vale Universidade e finalizar todas as obras inacabadas, incluindo aí, a ampliação de cinco mil vagas em Ceinfs da Capital.

No entanto, em parte do programa, um locutor entra em ação e faz ataques à família Trad. O locutor afirma que o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, do PTB, é investigado por associação criminosa e destaca a nomeação do candidato Marquinhos Trad na Assembleia Legislativa. Em outro momento, um repórter vai até a um posto de saúde, em que destaca a falta de medicamento. No programa, a falta é do remédio cefalexina.

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