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Olarte deixou rombo de R$ 72 milhões na aposentadoria de servidores, denuncia Comissão

IMPCG está à beira da falência e grande parte da culpa é do ex-prefeito

14 JUL 2017
Airton Raes e Rodson Willyams
07h00min

A Comissão especial para investigar possíveis irregularidades no Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) concluiu que a gestão do ex-prefeito Gilmar Olarte deixou um déficit de R$ 72 milhões. Porém, o rombo pode ser ainda maior e chegar a R$ 110 milhões.

O presidente da Comissão Especial, vereador Enfermeiro Fritz (PSD), não leu durante sessão o relatório final, mas entregou uma cópia para cada vereador poder fazer sua própria analise. Fritz explicou que alguns documentos solicitados não foram entregues, dificultando o levantamento exato da situação.

Os documentos não entregues eram relacionados com a contabilidade e administração. “Por exemplo, nos mandaram atas de reuniões com páginas faltando. Mas também devido à desorganização do local”, explicou.

Segundo Fritz, irregularidades no IMPCG ocorreram a partir de 2013 por conta de manejo feito pelos administradores. O vereador classificou como “manejo arriscado” do dinheiro.

Nos últimos quatro anos foi intensificado a utilização desse manejo. Também foi identificado o não repasses de contribuição patronal”, disse. O déficit encontrado foi de R$ 72 milhões. Porém esse valor pode chegar a R$ 110 milhões. “O déficit pode ser maior por conta da falta de documentos encaminhados. Pois o IMPCG recebe dinheiro de outras fontes”, disse.

O parlamentar disse que, em relação às situações detectadas, houve um problema na administração de Gilmar Olarte que os vereadores não conseguiram identificar de forma concreta, mas foi verificada por indícios. “Olarte teria utilizado o recurso para cobrir folha de pagamento. Esse manejo que Olarte fez foi realizado de forma camuflada, sob a promessa de que esse recurso seria devolvido. Porém não foi devolvido”, disse.

A comissão detectou que, na gestão de Alcides Bernal (PP), a irregularidade encontrada foi o não repasse patronal para o fundo. “Bernal só fez um repasse ao final da gestão, mas não fez a reposição dos juros e correção monetária”, disse. Fritz explicou que sentiu a necessidade de uma investigação mais profunda, mas que isso será deixado para o segundo semestre. “Vou aguardar uma avaliação dos vereadores sobre o que vai ser feito. Se abrirmos uma CPI ou se abre uma nova comissão para investigar”, disse. 

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