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Olarte nega rombo de R$ 72 milhões e diz que denúncia tem ‘ingrediente político’

Comissão da Câmara Municipal alega que ex-prefeito colocou IMPCG à beira da falência

14 JUL 2017
Diana Christie
15h05min
Foto: Geovanni Gomes/Arquivo

O ex-prefeito Gilmar Olarte (Sem Partido) negou, nesta sexta-feira (14), as irregularidades apontadas no relatório da comissão da Câmara Municipal criada para investigar as contas do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande). Segundo ele, denúncias possuem ‘ingredientes políticos’.

“Isso aí é uma inverdade. Não existe rombo nenhum. Todas as informações técnicas o senhor Ivan Jorge vai dar entrevista e explicar assim que tomar posse do relatório e mostrar a contraprova. Doutora Lilian Maksoud, que era responsável pelo IMPCG, está à disposição. Não procede. Tem um ingrediente politico muito forte por trás disso”, declarou.

O ex-prefeito não fala em números ou apresenta documentos que comprovem os repasses, mas enfatiza que a “informação está terrivelmente equivocada” e que o ex-secretário-adjunto de Finanças, Ivan Jorge, irá esclarecer tudo. Também afirma que não entende o motivo dos ataques. “Não estou filiado e estou me afastando da política”, justifica.

A comissão especial concluiu que a gestão de Gilmar Olarte deixou um déficit de R$ 72 milhões no IMPCG. Porém, o rombo poderia ser ainda maior e chegar a R$ 110 milhões. O presidente da investigação, vereador Enfermeiro Fritz (PSD), explicou que alguns documentos solicitados não foram entregues, dificultando o levantamento exato da situação.

De acordo com ele, os documentos que ficaram de fora do relatório da comissão por omissão do município eram relacionados com a contabilidade e administração. “Por exemplo, nos mandaram atas de reuniões com páginas faltando. Mas também devido à desorganização do local”, explicou.

Fritz alega que as irregularidades no IMPCG ocorreram a partir de 2013, por conta do remanejamento de recursos feito pelos administradores. “Também foi identificado o não repasses de contribuição patronal. O déficit pode ser maior por conta da falta de documentos encaminhados. Pois o IMPCG recebe dinheiro de outras fontes”, disse.

Conforme o parlamentar, há indícios de problemas desde a época desde o substituto de Alcides Bernal (PP). “Olarte teria utilizado o recurso para cobrir folha de pagamento. Esse manejo que Olarte fez foi realizado de forma camuflada, sob a promessa de que esse recurso seria devolvido. Porém não foi devolvido”, disse.

A comissão detectou ainda que, na gestão de Bernal, não houve repasse patronal para o fundo. “Bernal só fez um repasse ao final da gestão, mas não fez a reposição dos juros e correção monetária”, alegou. No entanto, conforme Fritz, há necessidade de uma investigação mais profunda, que será analisada no segundo semestre. 

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