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Operações policiais 'enterram' candidaturas a presidente e ao governo de MS

Tanto o País, quanto o Estado, viram as operações policiais ‘acabarem’ com candidaturas de nomes conhecidos

20 JUN 2017
Airton Raes
07h00min

Com escândalos políticos devido as operações da polícia federal, como Lava Jato e Lama Asfáltica e as delações premiadas da Odebrecht e do Grupo JBS, candidaturas de nomes fortes e conhecidos para a presidência da República e Governo de Mato Grosso do Sul foram prejudicadas para as eleições de 2018.

No topo das pesquisas de intenção de voto para presidente, Luiz Inácio Lula da Silva e Aécio Neves estão no centro das delações da Odebrecht e dos irmãos Batistas, donos da JBS. Lula em primeiro lugar nas pesquisas é alvo de inquérito do Ministério Público Federal. Aécio Neves foi afastado do cargo de senador, mas o pedido de prisão negado pelo Supremo Tribunal Federal.

O próprio atual presidente, Michel Temer, é mais um envolvido em uma série de denúncias de corrupção.

Em Mato Grosso do Sul, André Puccinelli aparece nas delações da Odebrecht e JBS pelo recebimento de suposta propina para a concessão de pagamentos e incentivos fiscais. A Operação Lama Asfáltica, que aponta Puccinelli como principal articulador e beneficiário de organização criminosa especializada em desvios de recursos públicos no Estado, também prejudica a imagem de “intocável” que o ex-governador possuía.

O episódio da tornozeleira eletrônica e a possibilidade de novas prisões também influenciam o PMDB a não lançar o nome de Puccinelli ao governo ano que vem.

O deputado federal Zeca do PT (PT), pré-candidato ao senado e possível candidato ao governo pelo Partido dos Trabalhadores, também é citado nas delações dos executivos da Odebrecht, onde teria supostamente recebido dinheiro de caixa 2, após pagar dívida do Estado com a empresa. Na delação da JBS, os sócios do Grupo afirmam que não tem provas contra Zeca, apesar de dizer que o esquema de propina começou em seu governo. 

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