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Assembleia maio

Para escapar de ação judicial, Fetems deve pedir desculpas a Junior Mochi

Representante dos professores, Federação 'deu tiro no pé' ao errar propaganda contra deputado

14 FEV 2018
Celso Bejarano
17h00min
Foto: André de Abreu

Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul, a Fetems, mais expressiva entidade de classe do Estado, vai pedir o que pode ser comparado a uma desculpa ao presidente da Assembleia Legislativa de MS, Júnior Mochi, do MDB. A medida é um meio de a entidade escapar de uma ação judicial de reparação por danos morais.

Em novembro passado, a Fetems divulgou propagandas de TV e redes sociais e, em  uma delas afirmava que Mochi havia votado por mudanças no regime previdenciário dos servidores estaduais, projeto do governo de Reinaldo Azambuja, do PSDB. 

A proposta foi reconhecida por maioria dos 24 deputados e, logo depois, a Federação divulgou comunicados com nomes dos deputados que tinham concordado com o propósito do governo.

Ocorre que a entidade incluiu o nome de Mochi na publicidade, como se o emedebista também tivesse votado pelas mudanças previdenciárias.

“Narra que nas publicações feitas pela requerida [Fetems], na TV Morena e no Facebook, constam claramente que teria [Mochi] "votado contra os trabalhadores" além de sugerir ao público que "fiquem de olho neles [deputados]", diz trecho da ação movida pelo presidente da Assembleia contra a Fetems.

Ainda segundo a petição, Mochi sustenta que “sequer votou sobre o citado projeto de lei, mesmo porque é Presidente da Assembléia Legislativa e, nesta condição, encontra-se impedido de votar, a teor do que preceitua o disposto no art. 33, §2º, do Regimento Interno”. Mochi votaria somente numa condição: se o pleito ficasse empatado.

O presidente da entidade, Jaime Teixeira, por telefone, disse que a entidade “estuda” a possibilidade de entrar num acordo com o presidente da Assembleia. “Nosso setor jurídico está vendo isso”, disse.

Já Ronaldo Franco, advogado da Fetems, afirma que a entidade vai produzir nota como meio de “retratar a informação”. No caso, a de que o presidente da Assembleia não votou favoravelmente ao projeto. O comunicado será publicado ainda no jornal “Quadro Verde”, distribuído aos professores.

A reportagem não conseguiu falar com o deputado Mochi na tarde desta quinta-feira.

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