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Para peemedebistas, falta de 'carro chefe' à prefeitura fez vereadores passarem vergonha

Nesta eleição, o PMDB conseguiu eleger apenas dois candidatos na Câmara

16 OUT 2016
Rodson Willyams
15h20min
Foto: Geovanni Gomes

O  PMDB, um dos principais partidos de Mato Grosso do Sul, teve um dos piores desempenhos para a Câmara Municipal. Entre os parlamentares com mandato, a falta de apoio do ex-governador André Puccinelli e de um nome forte para disputar a prefeitura da Capital, impactaram diretamente nas eleições.

Derrotado nas urnas, Vanderlei Cabeludo, do PMDB, lamentou o fato de não conseguir se reeleger. "Vou continuar trabalhando e minha vida a Deus pertence. Tenho 25 anos de vida pública e vou continuar trabalhando. Vivo com pouco e não estou preocupado com coisas materiais".

Cabeludo ainda destacou que o fato do PMDB não ter tido um candidato a prefeito, pesou na campanha dos candidatos a vereadores. "Isso foi fundamental, de um mal muito grande, que interferiu na campanha. Eu, por exemplo, não me preocupei com a reeleição, tive uma campanha muito bonita. Não tinha dinheiro, mas tive uma boa receptividade. Mas saio com a minha consciência tranquila".

O vereador ainda destacou que os escândalos envolvendo parlamentares do partido e o Gaeco também contribuíram com o resultado nas urnas. "É claro que o Gaeco contribuiu para o resultado. Mas nós vivemos um momento de transformação na política nacional, mas eu sinceramente, faria tudo de novo e não tenho medo de nada".

Para a próxima legislatura, o partido que nesta chegou a ter cinco vereadores, além de presidência da Câmara Municipal, que esteve sob o comando do vereador Mario Cesar. Agora passa a ter dois vereadores eleitos, sendo Paulo Siufi e o médico Dr. Loester.

Eleito

Em entrevista ao TopMídiaNews, o vereador Paulo Siufi, do PMDB, também falou sobre a dificuldade teve nesta eleição. "Nós não esperávamos esse resultado. O partido tinha uma projeção que fossem três vereadores eleitos e mais um que sobrasse, mas não foi o que aconteceu. Nós não tínhamos uma chapa muito forte".

Siufi ainda destacou que a presença de um nome forte como por exemplo, do ex-governador André Puccinelli, poderia ter ajudado o partido a ter um outro resultado. "Acredito que se o André fosse candidato, ele teria uma performance boa. Acredito que ele poderia até estar em condições de ser prefeito de Campo Grande. Nesta campanha, nós tínhamos o corpo, mas não tínhamos uma cabeça e com isso ficamos sem rumo", desabafou.

Por fim, Siufi afirmou que o partido já fez uma reunião e novos rumos devem ser tomados dentro do partido. Neste eleição, além de Paulo Siufi, Dr. Loester foram eleitos.

Deixam a Casa, Vaderlei Cabeludo, Carla Stephanini e Mario Cesar que abriu mão de disputar as eleições, após se envolver em escândalos e ter que abrir mão da presidência, após ter sido afastado do cargo, por determinação judicial, durante as investigações da Operação Coffee Break. 

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