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Petistas não acreditam que má gestão de Bernal vá influenciar em 2014

Eleição

30 OUT 2013
Juliene Katayama
14h17min
Foto: Giuliano Lopes/ ALMS

Os problemas político-administrativos enfrentados pelo prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), não irão interferir na disputa eleitoral do próximo ano. O PT ainda permanece na base aliada do prefeito da Capital.

Para o deputado estadual Amarildo Cruz (PT), a sociedade tem consciência da situação política e conseguirá distinguir possíveis erros do prefeito e o apoio do PT. "A sociedade está lúcida do que está acontecendo. Quem vota no PT apoia o Bernal", afirmou o deputado.

Amarildo também disse que a população não aceita o processo de cassação contra o Chefe do Executivo iniciado pelo Legislativo municipal. "Parte da sociedade não aceita a cassação. A Câmara não cassa porque não tem respaldo da população", enfatizou.

O deputado estadual Cabo Almi (PT) acredita que o apoio do PT à administração municipal da Capital poderá ajudar na disputa pelo governo do Estado. "Estamos ao lado, ajudando o Bernal. A população quer que ele governe, então isso ajuda em 2014", disse o petista.

Pedro Kemp (PT) diz que as consequências de erros na administração municipal serão pagos pelo prefeito e não por quem o apoia. "Não atinge o Delcídio (do Amaral), porque tem apoio da população", resumiu o deputado.

Críticas - A maior crítica dos petistas a Bernal é a escolha do prefeito querer governar sozinho. "Ele quis governar sozinho, mais tarde vai assumir o ônus", pontuou Pedro Kemp.

Amarildo disse que não tem como Bernal fazer tudo isoladamente. "Bernal concentrou muito e não dá conta".

Aliança - Depois da ameaça do PT de deixar a base, o prefeito Alcides Bernal aceitou as reinvindicações do partido para não perder seu maior aliado. O progressista aceitou as propostas de aumentar a governabilidade, construir a maioria na Câmara, nomear o secretário de Governo. 

Segundo o vereador Ayrton Araújo (PT), que participou da reunião na tarde de ontem, no gabinete do prefeito, Bernal já tem um nome para todas as pastas que estão sem comando: Governo, Mulher e Juventude. Quanto à reforma administrativa, Bernal não incluiu o tema na discussão. 

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