(67) 99826-0686
PMCG Janeiro

Presidente da OAB/MS revela que não teve acesso ao processo de Dona Dilá

Denúncia

24 OUT 2013
Aline Oliveira
16h50min
Fotografia: Assessoria de Imprensa

O presidente da OAB/MS, Júlio Cesar Souza Rodrigues revelou durante entrevista realizada nesta quarta-feira (23) que em nenhum momento interferiu no processo ético-disciplinar que deu entrada na ordem, referente à ação feita por Dilá Dirce de Sousa contra o advogado Alcides Peralta Bernal e também, a ação do mesmo contra o advogado Rubens Pereira de Deus.

 

“Quando um processo como este chega até a OAB, ele é conduzido para avaliação do vice-presidente, eu não participo do processo. O próximo passo é encaminhar para conselho de ética que é o órgão competente para julgar as ações éticas disciplinares. Em todos os casos, por força do artigo 72 do estatuto dos advogados, o processo tem continuidade, porém em sigilo e somente as partes podem ter acesso”, divulgou o advogado.

 

Segundo o presidente as divulgações feitas na imprensa de que ele poderia comprometer o andamento do processo, pelo fato de prestar serviços ao Executivo Municipal são irresponsáveis e não possuem nenhuma pertinência. “O tribunal de ética é que julga a condução do trabalho, tendo como responsável o vice-presidente da entidade. Em nenhum momento participei, interferi ou tive esta intenção”, pontuou.

 

Na avaliação de Julio Cesar, causa estranheza as alegações de opositores feitas na imprensa de que em algum momento tenha agido com falta de ética ou tentado beneficiar a Prefeitura. “Fui qualificado para realizar o trabalho com o município e o fiz até o momento. Desde o início da minha administração nunca dei motivo para que se colocasse em questão a minha conduta como presidente ou como advogado. Tanto que para chancelar a veracidade do meu trabalho protocolizei no dia 8 de outubro um pedido de consulta ao conselho federal que é o órgão competente para julgamento que analisasse se no contrato em questão houve algum ato ilegal, imoral ou antiético. Logo depois, no dia 16 de outubro encaminhei novo pedido para que eu fosse investigado, bem como minha atuação na entidade”, reforçou.

 

De acordo com o advogado, foram encaminhados documentos de todos os seus atos enquanto presidente ao conselho federal que deverá julgar o caso até o final de novembro. “Meu objetivo ao fazer estas solicitações ao órgão maior da ordem é deixar claro minha inocência e para responder aos advogados e sociedade que meu trabalho sempre foi e será pautado na isenção e seriedade. Acredito que tomei a atitude correta e com certeza a resposta terá um respaldo maior perante os questionamentos”.

 

Julio Cesar frisou ainda que em nenhum momento a atuação do presidente Júlio Cesar prejudicou a entidade ou a sociedade. No entanto, após o julgamento da investigação decidirá se terminará de cumprir ou não o contrato firmado com o município de Campo Grande.

Veja também