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Tribunal recomenda que Marquinhos 'pare' prefeitura e faça devassa

Waldir Neves afirmou que o TCE encontrou irregularidades em contratos do município

28 NOV 2016
Airton Raes
15h00min
Foto: Arquivo Top Mídia News

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, Waldir Neves, afirmou que recomendou ao prefeito eleito de Campo Grande, Marcos Marcello Trad (PSD), a paralisação dos contratos atualmente em vigência na Capital e a realização de uma auditória completa. Seria uma verdadeira devassa nas contas municipais.

Waldir destacou que o TCE encontrou irregularidades tanto na gestão do Nelsinho Trad, que encerrou em 2012, como na gestão de Alcides Bernal que encerra em 31 de dezembro. “Marquinhos vai precisar de austeridade, eu aconselharia fazer uma auditoria e suspender os contratos vigentes para análise”, explicou.

Waldir Neves explicou que os técnicos do Tribunal de Contas encontraram nesses anos diversos erros nos contratos firmados pela prefeitura de campo Grande e que inclusive já solicitou para que Alcides Bernal fizesse os ajustes necessários. “São muitos erros, que, inclusive, comprometedores do ponto de vista legal. Campo Grande tem uma situação muito complicada e um cenário difícil para o novo prefeito”, disse Neves

O presidente do TCE destacou que esta tramitando no TCE cerca 40 processos por irregularidades das contas da prefeitura de Campo Grande, referentes a gestão entre 2009 a 2012, segundo mandato de Nelsinho Trad, como a atual gestão que iniciou 2013 e encerra no final deste ano, onde os gestores foram Alcides Bernal e o ex-vice-prefeito Gilmar Olarte.

As punições para os erros podem ser  desde multas, impugnação, improbidade administrativa e até mesmo prisões, destacou Waldir.

Neves lembrou que metade dos prefeitos de Mato grosso do Sul apresentam problemas em relação as contas públicas e a maioria ignora as notificações da Corte de Contas. “Muitos acham que não vai acabar em nada. Essa sensação de impunidade acabou, o país não aceita mais isso e nós como cidadãos também não podemos aceitar”, afirmou. 

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