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Rodrigo Maia: 'Eu teria condições de gerar votação difícil para Temer'

Ele também demonstrou irritação quando pressionado sobre uma possível mobilização para um eventual governo Maia

6 AGO 2017
Jornal do Brasil
10h27min
Foto: EBC
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A votação que arquivou a denúncia contra o presidente Michel Temer na quarta-feira (2) poderia ter sido muito mais difícil se o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) quisesse. É o que afirmou o próprio parlamentar em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, neste domingo (6). “Eu teria condições de gerar uma votação muito difícil para o presidente na última quarta-feira e não o fiz. O resultado é prova disso.”

Se a denúncia de corrupção passiva feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer fosse aceita pelo Congresso, Maia assumiria o cargo de presidente durante o julgamento. “Acredito que não cabia à minha pessoa fazer nenhum movimento que me beneficiasse pessoalmente. Isso mancharia minha biografia. Sou de um partido da base do governo, que apoia o presidente. Não cabia este movimento.”

Na entrevista, Maia negou almejar uma candidatura à Presidência por achar não ter “votos majoritários no Rio e muito menos a nível nacional”. “Pretendo ser deputado. Sou candidato à reeleição. Eleição presidencial não se constrói da noite para o dia nem eu tenho a projeção necessária, o apoio popular necessário para estar pensando nisso neste momento.”

Ele também demonstrou irritação quando pressionado sobre uma possível mobilização para um eventual governo Maia. Questionado se a movimentação teria esfriado pelo fato dele ser alvo de delação, ele atacou: “Vocês apuram mal. Se vocês apurassem bem, você ia ver que eu nunca me mexi para governo Maia algum. Sempre desmenti isso. Mas muitos preferem a matéria do que a verdade. Infelizmente é assim."

Afirmou que só é presidente da Câmara por não ter “patota”, e complementou “ninguém ouviu da minha boca que eu ia ficar contra o presidente da República.”

Segundo ele, o resultado da votação, que se provou mais apertado do que o esperado pelo governo, “foi um bom resultado”. E analisou como essa diferença apertada se transformará nos votos necessários para o governo Temer levar adiante as reformas planejadas. “Olhando para a necessidade das reformas, precisa reconstruir parte da base para que se possa ter 308 votos necessários para aprovar principalmente a da Previdência.”

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nando viana

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