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Segundo escalão de Marquinhos coleciona investigações, escândalos e operações

Conhecidas e desconhecidas caras da administração tem passado mais do que duvidoso

13 JAN 2017
Airton Raes
11h00min
Foto: Arquivo

Integrantes do segundo escalão nomeados pelo prefeito de Campo Grande, Marcos Marcello Trad (PSD), são investigados pelo Ministério Público Estadual por supostos atos de improbidade administrativa e também figuram em operações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Polícia Federal.

A diretora de Administração e Finanças, no Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande, Maria Das Graças Freitas é investigada pelo Ministério Público Estadual por suposto peculato e lavagem de dinheiro quando ocupou cargo de diretora de administração e finanças do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) durante a gestão do ex-governador André Puccinelli (PMDB).

De acordo com a denúncia, no período em que a servidora ocupou a diretoria de administração, o órgão vendeu para reciclagem mais de 47 toneladas de papel, que dariam cerca de R$ 28,5 mil. Supostamente o pagamento teria sido recebido todo por Maria das Graças, que nunca os repassou para os cofres estaduais.

Outro ponto investigado é a existência de três cantinas de comercialização de alimentos na sede do Detran, que pagariam um aluguel mensal de R$ 700, diretamente a Maria das Graças, que durante os oito anos em que comandou a diretoria de administração, nunca repassou aos cofres da entidade os valores recebidos. O valor mensal, multiplicado pela quantidade de cantinas e pelo tempo em que a servidora dirigiu a pasta, daria um valor de pouco mais de R$ 201 mil.

Nomeada para ocupar a subsecretaria de Políticas para a Mulher, a ex-vereadora Carla Stephanini, aparece nas escutas telefônicas na Operação Lama Asfaltica, Operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que investiga suposto esquema de pagamento de propinas, superfaturamento e desvio de recursos de obras públicas em Mato Grosso do Sul.

O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Paulo Passos, afirmou, em junho de 2016, que pediu abertura de procedimento investigatório complementar da operação Coffee Break contra seis investigados, incluindo a ex-vereadora Carla Stephanini, em que apura suposto esquema de corrupção e compra de votos para cassar o mandato do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), em março de 2014.

O diretor-presidente da Emha, Enéas José de Carvalho, aparece em ação na Justiça, após passar um cheque sem fundos no valor de R$ 1 mil para a Clínica de Cirurgia Plástica e Hospital Santa Marina. A Justiça determinou que Enéas pagasse R$ 1,7 mil para a Clínica.

O secretário de Governo do Município, Antônio Lacerda, foi acionado judicialmente para pagar notas promissórias no valor de R$ 92 mil, que após os juros de 5% ao mês, o valor atualizado seria de R$ 186 mil para Paula Dias da Silva. Os advogados de Lacerda tentaram anular a dívida afirmando que as notas promissórias caracterizariam agiotagem, mas a Justiça negou os argumentos de Lacerda e reconheceu a dívida.

O secretário Rudi Fiorese  era sócio proprietário da empresa Serra Engenharia Ambiental Ltda. A empresa contratou um financiamento no valor de R$ 288 mil por meio de 60 prestações mensais, no valor de R$ 6.055,03, com vencimento final em 2018. O banco entrou na Justiça para cobrar as parcelas vencidas no valor de R$ 247 mil. A Justiça determinou a penhora dos bens da empresa para quitar os débitos.

Em 08 de dezembro de 2016, sete dias antes de ser anunciado secretário, Rudi Fiorese entrou na Justiça para dissolver a sociedade, alegando que a responsabilidade pelas dívidas da empresa era seu sócio Luciano Almeida Garcia, após a saída de Rudi. “Tanto que a empresa está com as portas fechadas, com inúmeros problemas trabalhistas, tributários, e com ações judiciais propostos por bancos e outros credores, todos ocorridos após a saída efetiva de Rudi Fiorese”, cita a ação.

O diretor-presidente da Funesp, Rodrigo Barbosa Terra, foi multado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE/MS), no valor de R$ 26 mil, tendo seu nome inscrito na dívida ativa do Estado de Mato Grosso do Sul. O TCE encontrou irregularidades em prestação de contas do Fundo de Investimento Esportivo em projeto da Fundação Cãndido Rondon, na época em que foi presidente da Fundação Estadual de Esporte e Lazer (Fundesporte). 

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