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Siqueira diz que alugou equipamentos, pois estava sem estrutura da Câmara Municipal

Vereador justificou gastos de R$ 30 mil com redes sociais e equipamentos

12 SET 2017
Airton Raes e Rodson Willyams
16h34min

O vereador Vinicius (DEM) justificou o uso da verba da cota parlamentar para aluguel de máquinas e gestão de redes sociais. Segundo o parlamentar, o valor de R$ 30 mil equivale há um contrato até dezembro de 2018 pelo aluguel de quatro equipamentos.

Siqueira pagou, no período de um mês, o valor de R$ 30,8 mil para uma única empresa para gestão de serviços de redes sociais e aluguel de equipamentos. O dinheiro utilizado faz parte da cota parlamentar, que funciona como uma 'ajuda de custo' para questões relacionadas ao exercício do mandato de vereador.

Conforme o portal da transparência da Câmara Municipal de Campo Grande, Siqueira realizou cinco pagamentos para a empresa Kayoda Midia Ltda referentes a serviços prestados entre janeiro e abril de 2017. Entretanto, a emissão das notas fiscais ocorreu entre 11 de abril e 03 de maio deste ano.

O parlamentar afirmou que uma das máquinas alugadas é um computador com uma placa de vídeo para poder trabalhar com edição de vídeo e edição de imagens. “Eu trabalho muito com internet e redes sociais e precisava de um computador com qualidade melhor”.

O vereador também disse que adquiriu um equipamento para filmar com qualidade, pois vídeos são a sua maior ferramenta de divulgação. Também foi alugado uma impressora especifica para o seu gabinete. “Ela não funciona com cartuchos, mas com banco de tinta”, explicou.

Siqueira destacou que esses R$ 30 mil são para o período de dois anos. “As empresas cobram para produzir vídeos para campanhas entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Paguei por um valor menor”, disse. Ainda sobre as campanhas, o vereador disse que promoveu quatro delas desde que tomou posse gastando ao todo R$ 15 mil. “As campanhas ficaram muito conhecidas. Primeira foi sobre redução do número de vereadores e redução da verba de gabinete. A segunda foi sobre a manutenção do aplicativo Uber. Depois, para que fosse feita a CPI do Taxi e, por último, a campanha pelo IPTU menor. Se for para colocar na ponta do lápis é uma economia, pois uma campanha publicitária custa muito mais”, explicou.

Vinicius Siqueira disse que possui sete servidores em seu gabinete e havia apenas três computadores que, segundo ele, eram computadores antigos, que não tinham sequer entrada USB.  ”Lá no gabinete não tem ninguém a toa. Todos os funcionários trabalham e por isso adiou a aquisição desses equipamentos, mas devido à demora pela Câmara acabei adquirindo esses equipamentos”, completou.

Nas redes sociais, Siqueira escreveu que a Mesa Diretora o deixou sem equipamentos, por ter votado contra a atual composição. “Porque fui contra a atual mesa diretora no início do ano e por isso me deixaram totalmente sem estrutura. Me largaram sem computadores por 7 meses E hoje só tenho porque loquei (inclusive impressora)”, justificou o parlamentar.

Ao ser questionado sobre a publicação, Siqueira afirmou que foi mal interpretado. “Nunca me senti boicotado. Não em senti dessa forma. As pessoas interpretam de forma errada. Eu não peço nada. Não tenho gente lotada fora da Câmara. Não tenho cargos”, disse.

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador João Rocha (PSDB), disse que não existe nenhum tipo de boicote contra Siqueira. “Em relação aos equipamentos, a Câmara procura obedecer aos critérios de processo licitatório como a Lei 8.666 para adquirir qualquer tipo de equipamento. É necessário licitações e o vereador conhece bem como funciona tomada de preço e como funciona licitação. Na medida que ocorrem todos os tramites, se tiver os equipamentos, são automaticamente disponibilizados”, explicou.  

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