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Suspeitar de Janot é manobra política de Temer, diz deputado de MS

Dagoberto foi incisivo em relação às diversas denúncias que envolvem o presidente

10 AGO 2017
Câmara dos Deputados
13h07min
Foto: Arquivo/TopMídiaNews

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) criticou as suspeitas levantadas pelo presidente Michel Temer (PMDB) em relação ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Em pronunciamento nesta quarta-feira (9) no Plenário da Câmara, Dagoberto foi incisivo em relação às diversas denúncias que envolvem o presidente e a sua rotina de encontros a altas horas para barganhar apoio.

Para Dagoberto, suspeitar de Janot é uma tentativa desesperada de tentar desqualificar o acusador por não ter condições de se defender. “Quando olho as repercussões dessa suspeição do Janot, sinto indignação. Essa história de perseguição não faz o menor sentido. O que Janot fez foi cumprir com a sua função”.

“Temer recebeu o proprietário da JBS, coisa combinada em códigos. Eles trataram de propina, decidiram quem iria buscar o dinheiro, um ex-parlamentar foi filmado pegando a mala de propina, depois a devolveu faltando uma parte do dinheiro e agora o Temer vem dizer que ele está sendo perseguido. Isso é um absurdo”, continua. 

Na opinião de Dagoberto, o que geram suspeitas são as constantes reuniões que Temer costuma ter com as mais improváveis figuras. “Precisamos estar atentos sobre a decisão do STF neste caso da suspeição do Janot. O que gera suspeitas na verdade foi essa reunião da próxima procurador-geral, Raquel Dodge, que aconteceu na terça-feira. Ela nem foi nomeada e já está sob suspeita. Uma reunião com um investigado? Isso é muito grave. Ela já entra sob suspeição deste parlamento e da população”, declarou. 

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