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Tavares confirma saída de secretaria, mas nega ‘fuga’ de investigação do MPE

Secretário alega motivos pessoais em pedido de exoneração e não cita nome de possível substituto

6 DEZ 2017
Amanda Amaral
15h39min
Foto: Wesley Ortiz

Após três anos no cargo, Nelson Tavares pediu para deixar titularidade na Secretaria Estadual de Saúde em Mato Grosso do Sul, em exoneração que deve ser publicada no Diário Oficial de amanhã (7). O anúncio, explica, foi por motivação pessoal após meses de conversas internas, e não estaria relacionado com a investigação sob a má condução de operação contra o mosquito Aedes aegypti, apontada pelo MPE (Ministério Público Estadual).

O MPE apurou que o Governo do Estado deixou de repassar R$ 15,5 milhões relacionados ao programa à prefeitura de Campo Grande. “Absolutamente, não tem nada a ver com a investigação, fizemos até uma reunião sobre o assunto, mas temos muito orgulho do trabalho feito. Houve um mal entendido sobre o uso da verba destinada ao programa, mas nada irregular”, explica.

Ele avalia os anos de atuação no Governo como positivos, diminuindo de 90 para 35 mil pessoas na fila de espera por cirurgias eletivas e 850 mil atendimentos na Caravana da Saúde. A frustração, cita, foi “não ter conseguido aprofundar as discussões do que é de competência do setor privado e o que é do público, um desafio que tentei tratar à exaustão”.

Médico cardiologista, Tavares diz que deve retomar prática de medicina no Hospital Universitário de Campo Grande, e nega interesse em concorrer a cargo político em 2018. Reitera que, aos quase 61 anos de idade, tem única intenção de cuidar da família e projetos pessoais.

Contudo, deixa para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) a confirmação de um substituto, que deve ser feita também amanhã. Nome forte apontado nos bastidores é de Carlos Coimbra, gerente administrativo do Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian) e ex-diretor do hospital do câncer Alfredo Abrão.

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