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Puccinelli, filho e advogado devem permanecer no xadrez, decide TRF3

Ex-governador está preso desde 20 de julho em Campo Grande

13 AGO 2018
Diana Christie e Vinícius Squinelo
15h19min
Foto: Arquivo/TopMídiaNews

O TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região - SP) rejeitou, nesta segunda-feira (13), o pedido de liberdade do ex-governador André Puccinelli, do filho dele, André Júnior, e do advogado João Paulo Calves. A decisão foi publicada às 16h06, horário de Brasília, pelo desembargador Paulo Fontes.

“Estando a decisão de que se pretende a reconsideração devidamente fundamentada, não é o caso de ser revista, consignando-se ainda que os argumentos dos pacientes serão analisados e novamente apreciados quando do julgamento do feito pela E. 5ª Turma”, declarou o desembargador. O mérito ainda não foi julgado, o que pode demorar meses. Sem a liminar, eles permanecem presos.

O trio foi preso pela Polícia Federal em 20 de julho, denunciados por corrupção. A defesa dos investigados já havia apelado ao TRF-3 anteriormente e ao STJ (Supremo Tribunal de Justiça), que negaram o habeas corpus. Também chegou a levar o caso ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas desistiu do HC para aguardar o resultado deste recurso.

Sem esperanças, Puccinelli desistiu de concorrer ao governo do Estado antes das convenções e indicou a senadora Simone Tebet (MDB) em seu lugar, que entrou na disputa ao lado do promotor Sérgio Harfouche (PSC). No entanto, Simone também caiu fora e deixou o partido a ver navios.

Prisão

André Puccinelli, o filho e o advogado foram presos pela criação do Instituto Ícone de Estudos Jurídicos que, para o MPF (Ministério Público Federal), funcionaria para gerenciar dinheiro de propina.

JBS, a principal empresa investigada na Lava Jato, pagava a Puccinelli altas somas em dinheiro, que ia para a conta da Ícone, depois eram repassadas a integrantes do esquema do ex-governador. Isto segundo o MPF.

Em troca, a JBS era beneficiada com incentivos fiscais. A empresa seria de André Júnior, mas, no papel, quem seria o dono é o advogado João Paulo Calves, o “testa de ferro” da trama, conforme o MPF.

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