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Três deputados de MS aparecem com pontuação negativa em ranking de políticos

O trio aparece com pontuações negativas, em arquivo que aponta Lindbergh Farias (PT-RJ) como o pior político do país

6 DEZ 2017
Diana Christie
17h00min
Foto: Wesley Ortiz/André de Abreu

Ranking de políticos elaborado para avaliar a qualidade do trabalho legislativo de senadores e deputados federais coloca três parlamentares de Mato Grosso do Sul na berlinda. São eles: Dagoberto Nogueira (PDT), Zeca do PT e Vander Loubet (PT). O trio aparece com pontuações negativas em ferramenta que aponta Lindbergh Farias (PT-RJ) como o pior político do país.

O projeto é encabeçado pelo movimento Vem pra Rua, batizado de VPR, que planeja fazer campanha contra os políticos ficha suja nas próximas eleições. Com o slogan ‘Tchau, Queridos’, o grupo faz campanha nas redes sociais contra congressistas que não devem ser reeleitos, considerando critérios objetivos e subjetivos.

São avaliados critérios como assiduidade nas sessões, uso de privilégios disponíveis no Congresso, processos judiciais, apresentação de projetos e posicionamento em votações. A pontuação de cada item pode variar entre -30 e +30 pontos, e é definida por um Conselho de Avaliação de Leis, composto por diversos profissionais liberais.

Ao todo, são avaliados 593 políticos. Vander Loubet é o pior posicionado da bancada sul-mato-grossense, em 586º lugar. Ele apresentou pontuação de -420, perdendo muitos pontos principalmente pelos processos judiciais que carrega – investigado na Operação Lava Jato – e pela qualidade legislativa.

Zeca aparece em 577º no ranking com -290 pontos, perdendo especialmente nos mesmos critérios que Vander. Em sequência aparece Dagoberto Nogueira, o 498º colocado, com pontuação de -125. Ele também perde pontos em processos judiciais, qualidade legislativa e privilégios.

Tereza Cristina (PSD) é a melhor colocada no ranking, em 49º lugar. Ela é seguida pelos senadores Waldemir Moka (PMDB) e Pedro Chaves (PSC). A classificação continua com Henrique Mandetta (DEM), Simone Tebet (PMDB), Elizeu Dionízio (PSDB), Carlos Marun (PMDB) e Geraldo Resende (PSDB).

Um dos fundadores do ranking, Alexandre Ostrowiecki, garante que a ferramenta tem "caráter apartidário". Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele afirma que o projeto prega o combate à corrupção e a eficiência do serviço público, defendendo a livre iniciativa, a propriedade privada e o regime de mercado. "Não tem direcionamento pró-esquerda ou pró-direita", diz.

A lista completa está disponível para consulta aqui.

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