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Vereador nega 'climão' com acusações em CPI, mas diz que delegado poderia evitar confusão

Junior Longo afirma que o vereador poderia ter convocado reunião interna antes de protocolar pedido de suspensão

12 JUL 2017
Dany Nascimento e Rodson Willyams
10h00min
Foto: André de Abreu

Após ser alvo do colega de partido, vereador Delegado Wellington Oliveira (PSDB) durante sessão ordinária realizada ontem (11), na Câmara Municipal, o vereador Junior Longo (PSDB) afirmou que a atitude não estremeceu os laços no ninho tucano e diz que considera o posicionamento do colega comum no processo democrático.

Wellington Oliveira protocolou um ofício na Comissão de Ética, solicitando a suspensão da CPI do Táxi, após se deparar com a foto dos vereadores Vinícius Siqueira (DEM) e Junior Longo (PSDB) em uma festa promovida pela Uber.

Diante disso, Junior afirma que a situação poderia ter sido evitada, mas Wellington não pediu explicações antes e levou o caso para a Comissão de Ética. “Eu conversei com o vereador, o clima está tranquilo, tudo isso faz parte de um processo democrático. Ele tem a filosofia dele, eu tenho a minha, mas claro que tudo poderia ter sido conversado antes. Mas ele fez do jeito que ele quis”.

Ele acredita que o colega deveria ter convocado uma reunião interna, antes de fazer o uso da palavra e protocolar ofício. Ele destaca ainda, que apenas 1% dos vereadores se posiciona a favor do trancamento da CPI. “A situação poderia ter sido evitada se ele convocasse reunião interna", enfatizou.

Polêmica

A polêmica começou após o pivô da CPI do Táxi, o empresário Elton Matos acusar os vereadores de “proibir alguém de tentar prosperar” na cidade. Lendo a legenda da foto, publicada por Siqueira no Facebook, ele sugeriu que a investigação foi proposta para inserir “algo obscuro aonde não tem”.

O empresário pediu que a mesa registrasse em ata a declaração publicada por Vinícius Siqueira, que afirmou ter ‘lutado’ para o serviço oferecido pela Uber funcionar em Campo Grande. “Acho no mínimo parcial”, pontuou, levantando a possibilidade de suspeição dos parlamentares.

Vinícius se pronunciou e disse que, em momento algum, lutou em prol da Uber. “Lutei pelo livre comércio, pela livre concorrência e preço baixos, para que tivesse concorrência, para que pudessem ligar o ar e o carro não cheirar a cigarro”. Ao final, ainda alfinetou: “a permissão não é de vossa família”.

Longo também comentou. Ele alega que esteve no evento da Uber como presidente da Comissão Parlamentar de Transporte da Casa de Leis, ou seja, exercendo o seu papel de vereador. 

 

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