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Vereadores querem delação de Olarte e apostam em 'alívio' da Coffee Break

Parlamentares apostam que, se o prefeito afastado decidir falar, ele pode inocentar Câmara

8 SET 2016
Dany Nascimento
07h00min
Foto: Dany Nascimento

Enquanto Gilmar Olarte (PROS) continua atrás das grades, cogitando, segundo seus advogados de defesa, uma delação premiada, os vereadores cruzam os dedos e torcem para que ele decida delatar. A aposta dos parlamentares é de que ele possa auxiliar a Operação Coffee Break e colocar na mesa todos os fatos que comprovam que não houve negociação para cassar o prefeito Alcides Bernal (PP), em 2014.

Para o vereador Chocolate (PP), a delação do prefeito afastado de Campo Grande poderia esclarecer todos os fatos e retirar, de vez, o nome dos parlamentares da Operação. "Esperamos que ele possa fazer essa delação, se realmente a Justiça acatar. Eu não sei o que ele vai dizer, mas estou tranquilo e com certeza ela vai esclarecer que não houve nenhuma compra de votos em relação ao Alcides Bernal".

Assim como Chocolate, o vereador Eduardo Romero (Rede) destaca que, caso aconteça uma delação, que apresente comprovação real, seria um ponto positivo para os colegas de parlamento que tiveram o nome citado na Operação. "Eu acho que a Justiça tem que trabalhar com as informações que ela tem, eu não sei o que de novo ele poderia acrescentar nessas questões, mas se tem alguma informação nova como comprovação real, é importante. Todo processo de Justiça tem que ser aprofundado e esclarecido".

Romero ressalta ainda que a Operação ficou marcada por barulho, confusão e ‘falta de provas’. "O que percebemos em relação à Coffee Break é muito barulho, muita confusão e nenhuma prova. Isso é ruim para tudo, para a política, para a justiça e para a sociedade. Toda verdade que vem à tona, ela é importante e necessária".

Seguindo a mesma linha de raciocínio dos parlamentares, o vereador Edson Shimabukuro (PTB) diz que caso ocorra deleção, será um 'alívio'. "A Justiça está apurando, se houver culpados, vão aparecer e ele vai tentar provar o contrário. Quem não deve não teme, ficamos envolvidos na Coffee Break, será provado que eu não tinha nada a ver, que votei conforme a comissão processante. Se Olarte realmente não fez nada de errado, isso será provado, se tiver errado, no final terá os resultados. Se ele fizer será provado que não temos nada a ver será um alívio, se ele fizer é um recurso que tem para provar mais uma vez que não foi nada armado.".

Já o vereador Carlão (PSB) preferiu limitar as palavras, levando em consideração que, caso ocorra deleção, ninguém tem conhecimento sobre o que Gilmar Olarte pode falar. No entanto, ele garante que está tranquilo diante das investigações, alegando que 'quem não deve não teme'.

"Precisamos aguardar a fala dele. Eu não sei que delação de quê. Eu nunca tive negociação com ele, se ele vai relatar Coffee Break, Adna, eu não sei até porque falava com ele antes de ser prefeito e muito pouco depois que foi. Eu deferi meu voto na processante de um jeito e, na cassação. de outro. Se ele delatar e esclarecer as coisas, é melhor. Quem não deve não teme, se ele falar algo de alguém, ele tem que provar. Se ele souber, ele tem que falar o que for verdade, só não pode pegar família de bem e jogar na poeira sem o cara dever. Se ele tiver prova, tem que falar. Eu acredito que é por aí que se resolve as coisas, eu não tenho muito contato com ele, não participei de nada, fiquei sabendo que ele era vice do Bernal na eleição", diz o vereador. 

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