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Zeca do PT perde foro privilegiado e vira alvo fácil da Justiça

Sem mandato a partir de 2019, petista pode ser julgado em 1ª instância

13 OUT 2018
Amanda Amaral
08h16min
Foto: André de Abreu/Arquivo TopMídiaNews

Quinto colocado na corrida para o Senado e prestes a finalizar seu mandato como deputado federal, Zeca do PT se despede da cadeira de político e do foro privilegiado ao menos pelos próximos anos. A perda do direito como parlamentar possibilita que denúncias contra ele sejam julgadas em 1ª instância, não mais pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Em setembro, o petista conseguiu se livrar de condenação que o deixou ficha-suja e quase impediu sua candidatura em 2018. Só pela chamada ‘farra da publicidade’, onze ações envolvem Zeca. As denúncias apontam desvio de dinheiro durante a campanha do petista em 2007.

O petista também é citado como recebedor de propinas enquanto governou Mato Grosso do Sul. A denúncia apareceu em depoimentos à Operação Lava Jato, em delações premiadas da JBS e Odebrecht.

Um dos delatores da construtora, Norberto Odebrecht, disse que o esquema "beneficiou políticos de Mato Grosso do Sul" - citou o ex-governador Zeca do PT, que teria recebido R$ 400 mil, o ex-senador petista e candidato derrotado ao governo em 2006, Delcídio do Amaral, R$ 2 milhões, e o candidato vitorioso, André Puccinelli (PMDB), R$ 2,3 milhões.

A denúncia, contudo, foi arquivada a pedido de Raquel Dodge, Procuradora-Geral da República, acatada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira, 11. O motivo foi a falta de provas e o tempo discorrido desde o suposto fato.

Já conforme Wesley Batista, da JBS, Zeca recebeu R$ 3 milhões da empresa. O então candidato ao governo do Estado teria viajado a São Paulo para pegar o dinheiro em mãos diretamente de Florisvaldo Caetano de Oliveira, outro dos sócios do Grupo J&F. Ao todo, o petista teria recebido R$ 1 milhão através de doações oficiais e R$ 2 milhões de caixa dois.

Nas eleições de 2014, Zeca do PT foi o campeão de votos na disputa pelas oito cadeiras da Câmara dos Deputados, com um total de 160.556 votos. Em 2018, teve 12,74% dos votos, 294.059 deles, mas afirma continuar como presidente regional do partido.

 

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